Boeing 737 MAX
Cockpit do 737 MAX 8. Foto - Boeing/Leo Dejillas

Mark Forkner, um ex-piloto de testes da Boeing que liderou o desenvolvimento do 737 MAX, foi acusado de colaborar com os erros para o programa de desenvolvimento da aeronave, em um julgamento nesta última quinta-feira (14) pela justiça dos EUA.

Ele respondeu o processo juntamente com diretores da Boeing, que participaram do projeto e também omitiram detalhes sobre o problema no MCAS à FAA, descoberto em 2017 pela equipe de testes.

Forknet, na avaliação dos juristas, forneceu em 2017 para a FAA informações falsas sobre o funcionamento do MCAS no 737 MAX. Ao todo o ex-piloto foi indiciado com seis acusações, incluindo de colaborar para os dois acidades que ocorreram em 2018 e 2019 com este modelo de aeronave.

 

“Em uma tentativa de economizar dinheiro para a Boeing, Forkner supostamente reteve informações críticas dos reguladores”, disse Chad Meacham, o procurador dos Estados Unidos para o norte do Texas. “Sua escolha insensível de enganar a FAA prejudicou a capacidade da agência de proteger os passageiros e deixou os pilotos em apuros, sem informações sobre certos controles de voo do 737 MAX.”

A pena que Mark Forkner pode enfrentar será revelada nesta sexta-feira (15) em um tribunal de Fort Worth, no Texas.

Em um e-mail de janeiro de 2017, Forkner supostamente disse à agência que a empresa excluiria uma referência ao MCAS do manual do operador de voo e do curso de treinamento “porque está fora do envelope operacional normal.”

Em outro e-mail para um funcionário da FAA, datado de novembro de 2016, Forkner disse que estava trabalhando paraenganar a FAA, de forma a aceitar o treinamento que foi aprovado anteriormente”.

Uma série de e-mails comprometedores para Mark Forkner foram entregues em 2019 pela FAA aos juristas e ao Congresso dos EUA, sobre a ocultação de problemas relativos ao sistema de controle de voo do 737 MAX.

Em janeiro de 2021, a Boeing foi acusada por reter informações sobre o MCAS durante o processo de certificação da aeronave. Dois funcionários, incluindo Forkner sendo um deles, foram identificados como os principais culpados, com a “cultura de ocultação” que estava em vigor na empresa nesta época.

A Boeing concordou em encerrar o caso através de uma multa de US$ 2,5 bilhões.

 

Com informações de Reuters.

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