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Arte: Boeing.

A Boeing planeja começar testes com pilones especiais para mísseis hipersônicos no bombardeiro B-1B Lancer no ano que vem, afirmaram dois funcionários da fabricante durante o Comitê de Assuntos Militares da Câmara de Comércio de Abilene. 

Robert Gass, ex-Comandante da Base Aérea de Dyess, e Dan Ruder, Gerente da Boeing para Programas Avançados do B-1, falaram para 75 pessoas que estiverem presentes na audiência realizada no Abilene Country Club na terça-feira (28). Gass e Ruder informaram o público sobre armamentos hipersônicos e e seu possível futuro uso no bombardeiro supersônico B-1B, originalmente fabricado pela Rockwell. 

Ruder explicou que a Boeing está desenvolvendo um pilone “carregador adaptável modular” (LAM) para que a aeronave possa transportar mísseis hipersônicos que usam combustível sólido ou motores que aspiram ar. Os pilones seriam montados externamente e permitiram que o B-1B carregasse dois mísseis nos seis pontos duros da fuselagem. A meta da fabricante é começar a testar esse cabide em setembro de 2022. 

Além das três baias internas, capazes de comportar 34 toneladas de armamentos, os B-1B também possuem seis pontos duros externos com capacidade para 23 toneladas de bombas e mísseis diversos. Todavia, depois que os EUA assinaram o tratado New START com a Rússia, o B-1B foi descartado como uma plataforma para emprego de armas montadas externamente.

B-1B carregando um míssil de cruzeiro AGM-158 JASSM durante um voo de demonstração em 2020. Foto: USAF,

“Não vai ser barato”, disse Ruder. O projeto terá que navegar por um orçamento de defesa mais apertado – “ventos contrários”, Gass comentou. Com trabalho e orçamento da própria sustentação dos B-1B, a aeronave pode ficar pronta para empregar mísseis desse tipo com o LAM. 

Gass explicou para os presentes que os EUA estão atrasados no desenvolvimento de armamentos hipersônicos em relação à China e Rússia, mas está à frente da Austrália, França e Índia. A maior vantagem de mísseis hipersônicos é justamente a sua velocidade: “eles são muito rápidos”, disse à audiência que respondeu rindo. Ruder explicou depois que Gass quis dizer Mach 20, ou 20 vezes a velocidade do som.

Gass também explicou que os mísseis são manobráveis, o que significa que eles podem ir “para cima e para baixo, para a esquerda e para a direita”, disse Gass. Eles podem “escapar da interceptação das defesas aéreas inimigas”.

Dan Ruder, Gerente da Boeing para Programas Avançados do B-1B Lancer. Foto: Greg Jaklewicz/Abilene Reporter News.

Já Ruder afirmou que os maiores mísseis pesam 5.000 libras e têm mais de 6 metros de comprimento, sendo necessário um bombardeiro em vez de um caça mais leve para abrigar mais mísseis. “Os números são importantes”, disse Ruder. Ainda assim, eles apresentaram um vídeo onde caças F/A-18 Super Hornet empregam esse tipo de armamento. 

Via Abilene Reporter News

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