A Boeing está empenhada no novo projeto do NMA, que criará uma aeronave super-eficiente entre 220 a 270 assentos, isso todos sabem e não é novidade. Mas a dúvida que está no momento é qual tecnologia a Boeing usará em sua nova aeronave.

Randy Tinseth, o vice-presidente de marketing da Boeing Commercial Airplanes, disse que a Boeing investirá em tecnologias já comprovadas e compreendidas, ao invés de mudanças radiais em muitos pontos do NMA. 

O ponto chave da Boeing é que ela precisa realmente usar uma tecnologia revolucionária, caso contrário o NMA poderá ser um concorrente do próprio 787. Ao mesmo tempo a fabricante precisa certificar a aeronave em 2024, para iniciar as entregas em 2025, isso é uma exigência das companhias aéreas interessadas, principalmente as dos EUA.

Mesmo assim Tinseth disse que a aeronave será inovadora, apenas que a Boeing utilizará muitos sistemas disponíveis no 787. 

Tinseth disse que a empresa ainda não está comprometida com o projeto, e que esses estudos são apenas para firmar a viabilidade. Ele não descreveu a real demanda da aeronave, mas muitas companhias já declararam interesse no NMA, incluindo as principais dos EUA, que estão querendo usar esse avião para substituir o Boeing 757 e 767, ambos com bom tempo de uso por elas.

 

O que sabemos do projeto?

Por enquanto sabemos que a Boeing aposta em uma fuselagem oval, como na imagem acima, a empresa já declarou que tem a tecnologia para fabricar algo desse tipo, que só pode ser feito através de materiais compostos, de acordo com engenheiros da Boeing. A fala de Tinseth não confirma se a Boeing investirá nesta tecnologia, que realmente é um dos pilares para uma aeronave otimizada como o NMA.

Depois de receber propostas da CFM, Rolls-Royce e Pratt & Whitney, a Boeing agora avaliará os novos motores para o projeto NMA. Se realmente o projeto for simplificado, para agilizar o tempo de estudo das tecnologias, a Boeing poderá optar por algo já comprovado e em funcionamento.

O custo de desenvolvimento está sendo estimado entre US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões, incluindo a linha de fabricação e o novo motor.

Com essa declaração sobre a simplificação do projeto, ainda não está claro se a Boeing vai apostar em uma asa dobrável, derivada da tecnologia utilizada no 777X, que estreará em 2019.

 

Via – FlightGlobal