A Bombardier paralisou a produção da aeronave CSeries por dois meses, a finalidade foi fazer melhorias no sistema de produção da aeronave e incorporar novas atualizações para a aeronave.

A frequência de entrega das aeronaves CSeries está sendo um grande problema para a Bombardier ultimamente, a Pratt & Whitney está atrasando a entrega dos motores, e a capacidade de produção da Bombardier também não está muito elevada para o jato CSeries. A última entrega de uma aeronave dessa linha foi em 31 de dezembro de 2016, um hiato muito grande até o momento.

A Bombardier também aproveitou para fazer uma pausa de 2 meses na produção do CSeries para fazer atualizações na aeronave, que demanda também um novo esquema de produção e também fazer melhorias na linha de montagem para agilizar o processo produtivo do CSeries, assim a Bombardier será capaz de entregar até 35 aeronaves dessa linha por ano.

Apesar de 35 aeronaves por ano ser um número significativo, a Bombardier ainda está atrás da Embraer, que conseguiu produzir 32 jatos da linha comercial somente no quarto trimestre de 2016. Enquanto isso a previsão da Bombardier em 2016 era de entregar 7 aeronaves da linha CSeries.

Outra limitação na produção do CSeries vem da Pratt & Whitney, fornecedora dos motores PW1500G, um modelo da linha Pure Power exclusivo para uso em aeronaves CSeries. Com a abertura de fábricas novas a PW espera entregar até 400 motores em 2017, cerca de 50 serão direcionados para a manutenção e não para o setor de produção, esses 400 motores atenderão ainda aeronaves da Airbus e da Embraer, que utilizam outros modelos da família Pure Power.