Na semana passada o Brasil assinou um acordo de cooperação, junto do Chile e Colômbia, com finalidade de utilizar os satélites de observação da ESA (Agência Espacial Europeia), através do programa Copernicus.

Os satélites desse programa são em maioria de órbita polar, e coletam informações climáticas e de imagens em todo mundo. Assim é possível coletar informações quase em tempo real do desmatamento em todo o país, mas o foco do Brasil será principalmente na Amazônia e Cerrado.

As informações são fornecidas diretamente ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil (INPE), em contra partida, o Brasil precisa fornecer resultados das análises dessas informações recebidas.

“A contribuição do Brasil, Chile e da Colômbia é no sentido de obter os dados e poder utilizá-los para enfrentar os problemas e depois nos dar o feedback. Dizer que os dados foram uteis desta e daquela maneira”, disse João Gomes Cravinhos, o embaixador da União Europeia no Brasil. 

O programa Copernicus fornece muitos dados, como o uso da terra e comportamento dos oceanos (incluindo a variação de temperatura) podendo prever fenômenos como El Ninõ e La Ninã. Além disso há satélites de análise da Atmosfera, como o Sentinel 5P, capazes de informar quase em tempo real variações na poluição de determinado lugar.