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F-15E Strike Eagle do 85th TES com seis bombas JDAM. Foto: USAF.

O 85º Esquadrão de Testes e Avaliações (85th TES) da Força Aérea Americana (USAF) realizou com sucesso o voo de testes com um caça-bombardeiro F-15E Strike Eagle carregando seis bombas guiadas por GPS JDAM apenas de um lado da aeronave. 

O teste conduzido em 22 de fevereiro e divulgado somente hoje pela 53ª Ala da USAF comprova a capacidade do F-15E de carregar até 15 bombas JDAM: seis nos tanques conformais de cada lado, uma sob cada asa e mais uma na linha central da fuselagem. 

“Atualmente, o F-15E está autorizado a transportar um máximo de nove JDAM, mas o sucesso deste teste expande a quantidade para 15 JDAM” afirmou o Major Andrew Swanson, Oficial Operador de Sistemas do F-15E no 85th TES. 

“O Strike Eagle agora pode transportar JDAM suficientes para uma missão de combate ativa, pousar em um local remoto e recarregar a si mesmo e/ou outra aeronave – como um F-35 ou F-22 – para surtidas de combate adicionais” explicou o Tenente Coronel Jacob Lindaman comandante do 85th TES. 

O teste realizado em fevereiro faz parte de uma prova de conceito da doutrina Agile Combat Employment, conhecida pela sigla ACE, que vem sendo testada pela USAF.

A ideia é desenvolver uma rápida capacidade de emprego de diversas unidades, operando de maneira enxuta e com pouco apoio logístico.

Tal capacidade é vital nos estágios de abertura de uma grande guerra, onde o inimigo visa a destruição ou negação do uso de bases aéreas. 

Caça-bombardeiro F-15E Strike Eagle usado nos testes. Foto: USAF via The War Zone.

Embora nem todas as bombas transportadas possam ser empregadas em uma única missão, isso prova a capacidade do Strike Eagle de transportar o material bélico ao mesmo tempo em que o emprega em combate, um modelo chave para a doutrina ACE. 

Anteriormente, a tática de pousar e recarregar em local remoto exigia o deslocamento de dois C-130 Hércules para transportar o pessoal necessário e as próprias munições para serem montadas no local, o que demandava tempo. 

O aumento da capacidade de carregar as bombas no F-15E permite que as bombas sejam transportadas até o local sem a necessidade de montá-las, reduzindo a necessidade para apenas um C-130, o que também reduz custos, tempo e a própria fadiga por uso nos C-130.

Na esquerda o Major Andrew Swanson, diretor do teste, junto do Major Kevin Fogler, piloto que voou o F-15 durante o ensaio. Foto: USAF via The War Zone.

Lindaman explica que acoplar essa capacidade a curvas de combate integradas aumenta o andamento das operações, fazendo com que os caças armados voltem ao combate ainda mais rápido. 

O site The War Zone explica que a grande novidade está no carregamento das bombas guiadas nos cabides superiores dos tanques conformais (CFT) do caça, pois não existe o barramento eletrônico para a transmissão de dados do avião para as bombas nesses locais. 

Basicamente, os três cabides superiores serão usados somente para o transporte das bombas, enquanto nos de baixo a aeronave pode carregar e empregar as JDAM. 

Ao retornar da missão, os armeiros trocarão a posição das bombas ou carregarão as JDAM em outro caça, como explicado anteriormente.

Assim, o F-15E pode ser usado como uma espécie de “reabastecedor de munições” ou “caminhão de bombas”, transportando as bombas de um ponto a outro, agilizando o processo inteiro. 

O F-15E Strike Eagle é a versão de caça-bombardeiro do F-15C/D Eagle de superioridade aérea. O caça começou a ser operado pela USAF no final da década de 80 e está em serviço nas forças aéreas de Israel, Arábia Saudita, Singapura, e Coreia do Sul.