O chefe da Antonov Company, Oleksandr Donets, declarou em uma entrevista uma informação desoladora para aqueles que são fãs do An-225 Mriya, o maior avião do mundo.

De acordo com Donets, é inviável a construção da segunda unidade do An-225, mesmo utilizando a segunda fuselagem que está disponível desde a década de 90.

Somente para concluir este segundo avião, de acordo com Donets, precisaria de no mínimo US$ 460 milhões, em um levantamento feito em 2012.

Mesmo com a tecnologia avançando, novos componentes para aviões e peças maiores sendo feitas com materiais alternativos, o custo ainda seria elevado pela proporção da aeronave. 

“O Mriya não é contratado com a mesma frequência que os Ruslans, porque o Mriya foi projetado especificamente para o transporte da Buran, e não de cargas humanitárias. Basicamente, por espaço. Isso era algo que a União Soviética podia pagar. Mais importante, quase 35% dos aeroportos não podem fornecer espaço para pouso do Mriya. Por causa de suas dimensões e envergadura, o Mriya não se encaixa nas faixas da pista não iriamos recuperar os custos”, disse Donets.

Em geral, o AN-225 não realiza muitos voos, além da sua capacidade restrita nos aeroportos do mundo, o custo por operação fica de no minimo em US$ 1 milhão. 

O mais solicitado é o AN-124, uma versão menor e que exige as mesmas especificações para pouso em comparação com o Boeing 747-8F.


Depois de dois anos, o AN-225 voltou a voar depois de passar por atualizações e modernizações. Atualmente ele tem um papel fundamental no transporte de cargas grandes e pesadas ou em cargas com grande volume, como tem ocorrido para levar suprimentos  de saúde para países em auxílio ao combate do Covid-19

 

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