Os slots da Avianca Brasil estão cada dia mais disputados. Há poucos dias de perder seu espaço em Congonhas e Santos Dumont, as companhias aéreas que já estão no mercado e até mesmo as interessadas, disputam pelo próximo leilão de slots da ANAC.

Assim como afirmado em uma entrevista da Aeroflap com o Diretor da ANAC, Ricardo Fenelon, publicada no Youtube, a distribuição de slots é feita da seguinte forma pela ANAC:

  • 50% dos slots disponíveis para empresas que já estão no mercado
  • 50% para empresas que estão entrando no mercado

Logicamente a maior beneficiada dessa regulamentação é a Globalia, que está iniciando agora as suas operações, e não tem voos em Congonhas e Santos Dumont, nem direito de uso do espaço.

A Globalia pode ter direito de até 3,5% de espaço em Congonhas, o equivalente a 50% da participação da Avianca Brasil no local, que era de aproximadamente 7%.

Enquanto isso as quatro companhias que demonstraram interesse, GOL, LATAM, Azul e Passaredo, devem dividir 3,5% de movimentação do Aeroporto de Congonhas, sobrando pouco para cada uma.

O presidente do grupo espanhol, Juan José Hidalgo, já declarou nesta semana que as operações deverão ser tocadas no estilo Low Cost, ou seja, baixos custos, a companhia deve optar por uma frota nova e padronizada, com salários baixos. É um modelo que a Azul segue em partes, exceto pela padronização da frota.

Lembre-se, Low Cost não quer dizer que teremos uma companhia Low Fare, ou seja, de baixa tarifa, algo que nenhuma empresa, exceto a LATAM Brasil, se propôs a realizar no mercado brasileiro.

Nesta semana, o superintendente de Acompanhamento de Serviços Aéreos da ANAC, Ricardo Catanant, disse para a imprensa: “Só após a conquista do Certificado Operacional é que a empresa pode operar no País. A Globalia já entrou em contato para apresentar documentos e entender os requisitos para verificar quais mercados vão operar e qual tarifa cobrar, detalhes que fazem parte do plano de negócios necessário para investir no Brasil. Inclusive a empresa já demonstrou interesse na ponte aérea e na locação de slots que a Avianca Brasil venha a devolver. É uma companhia brasileira de capital estrangeiro que passará a operar dentro do País”.

Enquanto as três principais companhias trocam farpas devido à briga por slots em Congonhas, a Globalia segue montando seu plano de negócios no Brasil, e também planeja anunciar somente daqui alguns meses o nome da sua companhia no Brasil.