De acordo com Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente da Embraer, a Boeing poderá ter acesso ao crédito de financiamento e empréstimos do BNDES com a nova joint-venture, que terá participação de 20% da Embraer e 80% da empresa norte-americana.

Como a NewCO (nome temporário da nova joint-venture) terá suas operações no Brasil, a fabricante norte-americana poderia ter acesso ao crédito de exportação do BNDES, que é válido para a venda de aeronaves e também para financiar projetos.

Nos últimos 15 anos a Embraer tomou R$ 49,3 bilhões em empréstimos via BNDES, neste tempo a empresa desenvolveu toda a sua linha de jatos executivos, os E-Jets E1 e E2, e também aviões militares como o KC-390 e o Gripen NG, este último em parceria com a Saab.

Nos últimos três anos (2016-2018) a Embraer também foi listada como a empresa que mais pegou empréstimos do banco, no valor total de R$ 8,043 bilhões.

O montante listado como da Embraer pode também ter sido usado para financiar aviões de companhias aéreas ou empresas que ficaram responsáveis pelo pagamento, e quem recebeu o dinheiro foi a Embraer. Esse regime é conhecido como leasing aeronáutico ou financiamento para exportação, que a Boeing pode se beneficiar para conseguir mais clientes no contexto da NewCO, assim como a Embraer faz atualmente com sua linha de jatos comerciais e executivos.

A Embraer é uma das principais clientes do BNDES, que se destaca por fornecer crédito para as empresas com juros mais baixos.