NASA Boeing 747
Foto: NASA

O Boeing 747 inegavelmente é um dos aviões mais conhecidos em todo o mundo, tanto por amantes da aviação como por pessoas que não conhecem muito do assunto. O jumbo teve diversas versões para passageiros e cargas e transporte especial de autoridades, porém houve uma versão que apenas dois deles puderam realizar.

Nos anos 1970, a NASA selecionou dois Boeings 747 para que se tornassem aviões de transporte especial da organização. A ideia surgiu logo quando a NASA introduziu o Ônibus Espacial, após as missões ele precisava regressar à sua base e não conseguiria fazer isso por conta própria, necessitando assim de uma ‘ajudinha’.

Antes da escolha do Boeing 747, a NASA observou o Lockheed C-5 Galaxy para ser a aeronave de transporte do ônibus, porém ficou inviável devido ao design das asas. As asas do Galaxy são fixadas na parte de cima da fuselagem, e com isso não permitiria a instalação da estrutura para transportar o Ônibus Espacial.

Com a escolha do Boeing 747 para a missão de transporte, a NASA foi ao mercado em busca de duas aeronaves para serem modificadas. O primeiro Shuttle Carrier Aircraft (SCA) foi um jumbo da versão -100 que operava na American Airlines com a matrícula N905NA, a aeronave foi comprada pela NASA em 1974.

O segundo Boeing 747 foi comprado em 1988, este da versão -300SR que operava pela Japan Airlines. As modificações começaram no interior da aeronave, onde foram retirados quase todos os assentos excetos os mais próximos da cabine no deck inferior. Toda a fuselagem recebeu um reforço estrutural para aguentar o peso do ônibus.

Além disso, os suportes foram instalados na parte externa de forma que ônibus seja fixado com segurança. Com o peso a mais, foram necessárias também modificações na parte aerodinâmica do jumbo, dois estabilizadores verticais foram instalados aos dois estabilizadores horizontais como forma de estabilizar o centro de gravidade do 747.

Os três suportes instalados estavam colocados próximo a ‘corcunda’ do jumbo, e outros dois atrás mais próximos do meio da aeronave. Nos primeiros anos também foram testados alguns lançamentos em pleno voo do Ônibus Espacial. Para isso, o suporte dianteiro foi ampliado para aumentar o ângulo de ataque do ônibus, além de parafusos ejetáveis para se desprenderem ao comando do engenheiro. 

Para realizar o feito, o Boeing 747 precisava se inclinar e descer gerando o aumento de sustentação para o ônibus, que logo iria se desprender do jumbo e voar livremente.

Como o peso da aeronave influencia bastante em sua eficiência operacional, foi inevitável o jumbo perder cerca de 1900km de autonomia, o que também o fazia consumir mais combustível.

Com isso, as viagens mais longas eram necessárias a realização de mais escalas até o seu destino final. O abastecimento em voo como em aeronaves militares foi pensada, mas devido a complexidade foi totalmente descartada.

Atualmente nenhuma dessas aeronaves está em operação, elas foram aposentadas em 2012. Ambas estão preservadas e abertas a visitação nos EUA.

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