As companhias aéreas brasileiras transportaram gratuitamente, no primeiro semestre deste ano, 2.581 itens para transplante (órgãos, tecidos, insumos e equipes médicas) em 1.640 voos, de acordo com a Central Nacional de Transplantes (CNT), do Ministério da Saúde.

Considerando a operação da Força Aérea Brasileira (FAB), companhias aéreas estrangeiras, trajetos terrestres e serviço postal, foram transportados 1.070 itens em 360 voos, que somados ao transporte das companhias aéreas totalizam uma movimentação de 3.651 itens de janeiro a junho, em 2 mil voos.

 

Asas do Bem

Em 2014, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) lançou o programa Asas do Bem, realizado diariamente no país por suas associadas com o objetivo de divulgar a importância do transporte gratuito de órgãos, tecidos, equipes médicas e materiais. A contribuição da aviação comercial no transporte de órgãos teve início em 2001.

O esforço inclui atualmente, além da ABEAR e suas associadas, outras companhias aéreas, o Ministério da Saúde (CNT), o Ministério da Infraestrutura (Secretaria Nacional de Aviação Civil – SAC), o Comando da Aeronáutica (Força Aérea Brasileira – FAB, Departamento de Controle do Espaço Aéreo – DECEA, e Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea – CGNA), a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a Infraero, aeroportos concessionados e a Associação Nacional das Empresas Administradoras de Aeroportos (ANEAA).

Em 2018, a ABEAR lançou a Jornada Asas do Bem, uma série de palestras presenciais e online para destacar a importância da doação de órgãos e a contribuição da aviação para viabilizar os transplantes. As apresentações são realizadas pelo publicitário Alexandre Barroso, três vezes transplantado, e já percorreram 15 estados e o Distrito Federal, reunindo cerca de 4 mil pessoas em eventos promovidos por hospitais, centrais de transplantes, companhias aéreas e iniciativas sociais.

Em 2020, devido a pandemia do novo coronavírus, foram realizadas lives com Barroso e profissionais de saúde para promover o tema no Instagram e YouTube.

 

Via: ABEAR