Foto - Dnata/Divulgação

O segmento de ground handling fechou o ano de 2018 com a marca de 40% dos serviços em solo sendo realizados por empresas especializadas, as chamadas Esatas (Empresas de Serviços Auxiliares ao Transporte Aéreo).

Um crescimento de 30% em relação ao percentual registrado em maio de 2016, 30%, quando a Abesata (Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo) publicou uma edição do panorama geral do segmento.

Entre outros motivos, o crescimento foi impulsionado especialmente pela decisão da Latam, a única companhia aérea doméstica a internalizar a maioria dos serviços em solo. No semestre passado, a Latam contratou os serviços de uma empresa associada à Abesata para atender seus voos no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, e em São Paulo, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A empresa Esata assumiu a operação de 4.200 voos mensais nos dois principais terminais aeroportuários do país.

“Estamos vendo o Brasil se aproximar dos padrões internacionais e delegar os serviços em solo a empresas especializadas. O ganho de escala de uma Esata, ao atender mais de uma companhia aérea com o mesmo time e os mesmos equipamentos, é enorme, representa redução de custos fundamental para a indústria da aviação”, disse Ricardo Aparecido Miguel, presidente da Abesata.

A expansão das Esatas nos últimos anos tem sido muito significativa. Tanto que atraiu os principais players mundiais do setor, hoje temos no país empresas de capital árabe, francês e chinês. Presentes também nos principais aeroportos do mundo.

“A privatização dos aeroportos impulsionou o setor, pois os serviços em solo podem ser realizados por companhias aéreas (internalizados), operadores aeroportuários (raio x, inspeção de bagagem e outros) ou pelas Esatas. Com os investimentos feitos em alguns aeroportos, aumentou a demanda por serviços auxiliares também e os novos administradores enxergaram rapidamente as vantagens na contratação das Esatas”, explicou Miguel. Em alguns aeroportos de grande porte, quase 100% dos serviços auxiliares são prestados por alguma Esata.

O segmento como um todo gera 40 mil empregos diretos. “Somos uma atividade intensiva de mão de obra, exportamos serviços ao atender a totalidade das empresas aéreas internacionais no Brasil e precisamos ser vistos como tal. Ter condições tributárias compatíveis é fundamental para garantir que tenhamos igualmente preços competitivos, ofertas de empregos sem impactar a indústria, já que custos invariavelmente vão cair no colo do passageiro”, disse Miguel.


Em todo Brasil, existem hoje 122 Esatas (empresas especializadas em serviços auxiliares do transporte aéreo).