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Crianças indígenas são resgatadas por helicóptero do Exército em Roraima

Ao todo 20 pessoas de três comunidades das terras Yanomamis foram resgatadas por meio de um helicóptero HM-1 Pantera K2 do 4º Batalhão de Aviação do Exército. Foto: EB/Divulgação.
Ao todo 20 pessoas de três comunidades das terras Yanomamis foram resgatadas por meio de um helicóptero HM-1 Pantera K2 do 4º Batalhão de Aviação do Exército. Foto: EB/Divulgação.

O Exército Brasileiro, por meio do 4º Batalhão de Aviação do Exército (4º BAvEX) Esquadrão Coronel Ricardo Pavanello, resgatou diversas crianças de três comunidades indígenas das terras Yanomamis, na região de Surucucu, em Roraima. As vítimas precisavam de atendimento médico por conta das condições de saúde. 

De acordo com a nota publicada pelo Exército nesta quinta-feira (12), a operação teve início no dia 31 de dezembro, quando um helicóptero HM-1 Pantera K2 (AS 365 K2) deixou a Base Aérea de Manaus, rumo às comunidades. 

A missão foi recebida pela organização militar no dia anterior, quando foram iniciados os preparativos na forma do plano de voo, instalação de tanque de translado, separação de materiais, entre outros procedimentos.

EB/Divulgação.

A aeronave então fez um voo de três horas até Boa Vista, onde foi abastecida e decolou com destino ao 4º Pelotão Especial de Fronteira/Surucucu (4º PEF Surucucu). Lá, a equipe do 4º BAvEx fez uma nova programação de peso e combustível para partirem para o resgate das crianças nas comunidades.

Ao todo, 20 pessoas das comunidades Kunamariú, Hokomaua e Yaritobi foram resgatadas pelo EB e levadas ao Polo Base Surucucu do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami.

Segundo o Major Schiavon, piloto do esquadrão, os profissionais da saúde informaram que as crianças indígenas apresentavam quadros de desnutrição e de desidratação. Uma delas tinha malária e outra pneumonia. Ele foi informado, ainda, que, devido à chuva, houve dificuldade no plantio e, por deficiência alimentar, as crianças estavam debilitadas.

EB/Divulgação.

“Uma das comunidades fica quase na fronteira com a Venezuela, fizemos um gerenciamento de pouso. Havia o risco de o tempo fechar, mas, graças a Deus, conseguimos cumprir toda a missão nas três comunidades”, comemorou o Major Schiavon.

Devido às condições climáticas, os militares do 4º BAvEx só conseguiram retornar a Manaus no dia 2 de janeiro. “Na aviação é comum viajarmos bastante, inclusive em datas comemorativas. Claro que preferimos passar datas como essa em casa, com a família, mas numa situação dessa nós vamos sem titubear, porque sabemos da importância da missão e do quão necessária ela é”, finalizou o piloto.

Via EB

 

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Estudante de Jornalismo na UFRGS, spotter e entusiasta de aviação militar.