Explsão da bomba atômica de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945. Ambas as bombas atômicas foram lançadas de um B-29- Foto: Getty Images

O final da 2ª Guerra Mundial foi marcada pela detonação de duas bombas nucleares nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, a explosão das bombas mais poderosas e utilizadas em um conflito até então mostrou ao mundo o poder que poderia se fazer com armamentos nucleares e a partir daquele mês de agosto de 1945.

O mundo agora tinha medo e ambição em ter armamentos nucleares e isso ficou claro alguns anos mais tarde com o surgimento da Guerra Fria que deixou o mundo em aleta para uma guerra eminente entre as duas maiores potências da época, os EUA e a Ex-URSS, mas agora ambos tinham bombas nucleares.

No entanto, não se cria do nada uma arma nuclear e a usa contra algum país, são necessários alguns testes antes e aqui entramos na curiosidade que trazemos a vocês, algo bem curioso do Projeto Manhattan (projeto norte-americano da criação da bomba nuclear que acabaria sendo lançada nas cidades japonesas).

Testar um armamento nuclear em um espaço aberto era complicado, mas sim, já aconteceu e tem vídeos disso na internet. Contudo, os militares e cientistas da época não queriam desperdiçar o Plutônio, que era bem caro na época, e continua caro.

Então qual foi a solução? Bem, foi criado um grande cilindro de 7,62 metros de comprimento, 3,05 metros de diâmetro, paredes com 35,6 cm de espessura de puro aço, peso total 194 toneladas e foi dado o nome de Jumbo, sim o mesmo apelido do ícone Boeing 747.

A ideia era detonar a bomba próximo ao Jumbo que seria uma espécie de contenção e o plutônio não usado seria reutilizado. A ideia estranha foi colocada em teste, mas surgiu outro problema: Como levar o Jumbo que pesava 194 toneladas para um deserto que ficava a 2500 Km do local de teste?

A maneira que arranjaram foi a construção de um veículo com 64 rodas especialmente projetado para transportar o equipamento.


 

Explosão e o resultado:

Chegado ao local do teste o Jumbo foi pendurado em uma torre vertical e enfim foi detonada a bomba, com a forte explosão todo mundo esperava destruição total, mas apenas a torre que segurava o equipamento foi totalmente destruída, o Jumbo teve apenas um amassado.

O resultado foi o abandono do Jumbo que só foi mexido no fim da 2ª Guerra e teve como destino sua destruição, para isso foram colocados cerca de 230 km de explosivos na parte interna do grande cilindro, e enfim, o Jumbo foi detonado e ficou em pedaços, que anos mais tarde foram levados para vários museus.

 

Outras curiosidades atômicas:

O experimento com Jumbo mostrou pode-se sim ter algo que sobreviva a uma explosão nuclear e talvez este teste feito no período da II Guerra Mundial ajudou de alguma forma o desenvolvimento de novas armas nucleares ou de proteções contra armas nucleares.

O Projeto Manhattan em sim tem outras histórias e curiosidades, afinal o resultado final aconteceu na Ásia e teve o resultado esperado por parte dos norte-americanos.

  • Para desenvolver o projeto os EUA tiveram parceria de cientistas do Canadá e do Reino Unido.
  • Mesmo sendo de fato usado no final da guerra em 1945, o projeto começou junto com o conflito mundial em 1939, isso porque a Alemanha já estava nos estudos do uso de armamentos nucleares e isso preocupou muito os EUA e as demais nações aliadas.
  • Os radares japoneses chegaram a identificar alguns aviões, mas não suspeitavam que um deles era o Enola Gay (B-29 que lançou uma das bombas). Na época já era comum realizar voos de reconhecimento e geralmente esses voos não representavam uma ameaça direta ao inimigo.
B-29 Superfortress- Foto: Arquivo Boeing
  • As bombas detonaram antes de tocar no solo, isso porque ao detonar ele ainda durante a queda ao impacto da explosão atômica é ainda maior.
  • O nome Enola Gay foi dado ao B-29 somente após o lançamento da bomba nuclear de Hiroshima.

 

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