Boeing 777-300ER que teve problemas em um motor.

A Swiss International Airlines tem uma frota de oito Boeing 777-300ERs para operar suas rotas de longa distância mais densas.

Embora a entrada da aeronave em serviço tenha sido tranquila, houve um caso em 2017 que foi complicado para os mecânicos, mas rendeu uma boa história.

O voo LX40 do dia 1º de fevereiro de 2017 acabou sendo um verdadeiro teste para o gerenciamento de crises.

O Boeing 777-300ER de matrícula HB-JND estava a caminho de Zurique para Los Angeles quando um dos motores foi desligado automaticamente.

Sem conhecer a causa raiz, a tripulação decidiu desviar para o aeroporto mais próximo – em Iqaluit, na ilha de Baffin em Nunavut, Canadá, desencadeando um imenso esforço logístico para transportar passageiros e tripulação em uma aeronave substituta e reparar o 777 no local, em condições severas.

Os passageiros e a tripulação deste voo foram alocados em um Airbus A330-300 da Swiss Air e assim a uma grande logística de manutenção começa.

Boeing 777-300 ER da Swiss em Iqaluit.

 

Confira abaixo alguns detalhes de como foi essa manutenção peculiar no motor do Boeing 777-300ER da companhia suíça:


Quando as primeiras inspeções foram finalizadas, os mecânicos concluíram que iria ser complicada a manutenção do motor no local, pois as condições meteorológicas não favoreciam.

Porém, eles não desistem nunca, e uma equipe de especialistas da GE e da Swiss foram até o local para tentar fazer algo.

Motor GE 90 sendo retirado e ao fundo o Antonov 124 que trouxe um segundo motor.

Um novo motor para o Boeing 777-300 foi transportado por um Antonov 124 a partir de Zurique, o grande cargueiro ucraniano ficou em Iqaluit, caso fosse necessário um transporte de algum equipamento em potencial.

Para que fosse possível fazer a manutenção no GE90, os técnicos da GE e da Swiss armaram uma barraca aquecida sobre o enorme motor para que assim fosse possível trabalhar enquanto no lado de fora eles poderiam enfrentar temperaturas de até -30º C.

Barraca aquecida colocada sobre o motor para que fosse feitos os devidos reparos.

Ao todo, a equipe deslocada para tal missão levou quatro dias para os devidos reparos e substituição do motor GE90.  O Boeing 777-300 permaneceu no Aeroporto de Iqaluit por apenas uma semana, e em seguida foi devolvido para a frota da Swiss.

 

Fonte: Aviation Week/ Adaptações: Aeroflap

 

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