Ed Bastian, que é CEO da Delta Airlines, está animado com o novo avião que a Boeing pretende lançar em breve, substituindo definitivamente o 767 e o 757 por um avião muito mais eficiente e versátil.

Bastian afirmou que a Delta está muito interessada no projeto, há pelo menos 200 aviões na sua frota que podem ser substituídos pela nova aeronave da Boeing.

“A Boeing ainda não decidiu se vai lançar a aeronave – esperamos que sim”, disse Ed Bastian na conferência JP Morgan Aviation, Transportation & Industrials.

A Delta optou por uma mistura de aeronaves A321neo LR e A330-900neo, como forma de substituir os antigos A330, 767 e 757. Mas essa combinação ainda gera uma lacuna de alcance e capacidade de transportar passageiros.

O posicionamento de Bastian soa para a indústria como um incentivo para a Boeing, visto que publicamente a companhia está assumindo que pode encomendar pelo menos 200 aviões deste modelo.

Já a Boeing adiou seus planos de lançar o NMA em 2019, a empresa está a focar nos fornecedores de componentes principais, como os motores, e também em pesquisas de mercado, há divergências entre as preferências de companhias asiáticas e companhias do Ocidente.

Independente da data, os estudos para o novo avião estão avançados, e a primeira entrega deverá ser marcada para o fim de 2025, quando a Boeing lançar o projeto do novo avião.

 

O que sabemos até o momento sobre o NMA?

Por enquanto sabemos que a Boeing aposta em uma fuselagem oval, como na imagem acima, a empresa já declarou que tem a tecnologia para fabricar algo desse tipo, que só pode ser feito através de materiais compostos, de acordo com engenheiros da Boeing.

O NMA é focado no mercado de 200 a 300 assentos, hoje ocupado pelo A321LR e o Boeing 787, além da variante 737 MAX 10 e 9. Essa aeronave seria o projeto da Boeing para conseguir oferecer um alcance maior que 7500 km e a economia de um A321LR.

A configuração básica do NMA será de 2-3-2, com 7 assentos por fileira, sendo três no meio da aeronave, é algo com uma largura parecida com a do Boeing 767, mas com uma fuselagem oval e novos materiais, o peso total seria bastante inferior. A Boeing chama esse conceito de fuselagem híbrida, que hoje não pode ser feita sem o uso de materiais compostos.

O novo avião usará algumas tecnologias do Boeing 777X, como a asa dobrável com estrutura em material composto.

A Boeing estima que essa nova aeronave seria capaz de reduzir em 25 a 30 por cento o consumo, em comparação com um Boeing 787 de mesma capacidade.

O custo de desenvolvimento está sendo estimado entre US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões, incluindo a linha de fabricação e o novo motor.

Vale lembrar que essas características podem mudar até o anúncio oficial da aeronave.