Entre 2014 a 2017 o Facebook apostava tudo no Aquila, um drone autônomo que voaria em grandes altitudes para fornecer internet em locais isolados do nosso planeta.

Mas com o tempo do projeto, os engenheiros do Facebook perceberam que o Aquila era um trambolho muito trabalhoso, devido às particularidades de uso do equipamento, como a envergadura, o fato de ser totalmente elétrico e alimentado com placas solares e voar em uma altitude muito alta.

O projeto foi tão complicado que em sua curta fase de testes, que não durou dois anos, a aeronave se acidentou duas vezes durante o pouso.

O Aquila era um trambolho voador de grande envergadura.

Mas parece que o Facebook ainda não desistiu, e com sua ong “Internet.org” registrou no FCC a PointView Tech, em 2016, que depois se mudou para o Facebook como forma de identificar a empresa que está projetando o satélite Athena, voltado para fornecer internet em baixas altitudes.

Notavelmente esse projeto do Facebook é bem similar ao mesmo realizado pela SpaceX, com a diferença que a empresa de Elon Musk já lançou dois satélites experimentais. O objetivo (da SpaceX) é ter uma constelação de baixa altitude, portanto com baixa latência de transmissão, com mais de 1000 satélites nos próximos anos, isso seria suficiente para uma cobertura global, mas não para suprir a velocidade de transmissão demandada atualmente, algo possível somente com os 4000 satélites projetados para esse sistema.

Enquanto isso o Facebook continua projetando o satélite, e planeja lançar a primeira unidade no início de 2019, se tudo ocorrer bem na certificação.

Dinheiro é algo que o Facebook Inc, grupo que administra o conglomerado de empresas, ainda dispõe para o projeto, somente com o lucro no segundo trimestre de 2018 seria possível criar toda a constelação com 1000 satélites.

Curiosamente nenhuma empresa descreve claramente as frequências de transmissão dos seus satélites, tanto na interconexão com os geoestacionários como na interconexão com aqueles que estão em órbita baixa, nem mesmo a frequência de transmissão para dispositivos terrestres. Aliás, não é nada prático carregar uma parabólica na cabeça só porque decidiram usar a Banda Ka para transmitir.

Enquanto isso continuaremos utilizando conexões na Terra através de fibra ótica, claro, considerando grandes demandas dos datacenters, pois a Vivo oferece metade dos seus planos para o consumidor final com fibra ótica mas nunca tem uma disponível para instalação.