Donald Trump agora está com mais um projeto na cabeça, em sua proposta orçamentária para 2018, o presidente norte-americano pede que o controle de tráfego aéreo dos Estados Unidos seja privatizado, ou transferido da FAA (Federal Aviation Administration) para uma outra organização não-governamental, assim como cita o documento apresentado pelo presidente.

A finalidade, de acordo com Trump, é promover um sistema de tráfego aéreo mais eficiente, seguro e inovador. A reestruturação do controle de tráfego aéreo dos Estados Unidos é um assunto antigo para o Trump, de acordo com ele os EUA estariam “gastando bilhões e bilhões de dólares com isso”, nas palavras do presidente “um sistema totalmente fora de controle”.

O tráfego aéreo dos Estados Unidos está entre os maiores do mundo, a grande missão é continuar modernizando o sistema, suportando todo o tráfego atual, ao mesmo tempo que expande as capacidades do mesmo. A proposta de Donald Trump será debatida no Senado e na Câmara dos Deputado dos EUA.

Foto – RedState/Reprodução

Caso for aprovado o projeto de Trump uma empresa especializada em tráfego aéreo deveria ser criada, ou o governo concessionaria o direito de administrar o tráfego aéreo para uma empresa já conhecida na aviação. Bill Shuster sugeriu em 2011 a criação de uma corporação ATC sem fins lucrativos, governada por um conselho composto por usuários e financiado por quem usa o sistema de tráfego aéreo.

O grande problema atual é que a FAA não consegue modernizar seus equipamentos no mesmo nível em que precisa, devido ao fato de depender de aprovação de orçamento pelo Congresso Americano. Grandes companhias aéreas dos Estados Unidos são contra esse projeto de Trump, como a Delta Airlines, que alega ser possível melhorar a eficiência do sistema atual. Outras companhias de grande porte aprovam a medida de Trump.

“Este é um passo ousado que levará à governança e financiamento das reformas necessárias para mover a nossa infra-estrutura de controle de tráfego aéreo para o século 21”, disse o presidente-executivo da A4A, Nicholas Calio.

“As restrições dos processos orçamentários, gerenciais e de contratação federal criam enormes obstáculos estruturais à modernização, agora é o momento de avançar com a transformação nos Estados Unidos através da criação de uma entidade separada, corporativa e sem fins lucrativos para gerenciar o céu dos EUA”, disse o vice-presidente de relações externas da IATA, Doug Lavin, em um comunicado.

As preocupações também rodam em como essa troca de comando do sistema de tráfego aéreo pode afetar o custo dos voos regionais, visto que agora o governo não poderia injetar dinheiro no sistema e, portanto, os operadores (companhias aéreas) pagariam integralmente pelo uso do sistema do controle de tráfego aéreo, atualmente as aeronaves já pagam taxas quando decolam ou utilizam o serviço de algum aeroporto, porém o governo pode diminuir o custo para incentivar a aviação regional.

“Se os formuladores de políticas avançarem com a reforma do ATC, devem evitar colocar encargos adicionais nos segmentos de voos regionais que mantêm a América conectada. Além disso, as companhias aéreas regionais devem ter representação em qualquer conselho de administração previsto que seja proporcional à operação de 44% das decolagens do país “, disse o presidente da RAA, Faye Black.

 

Via – FlightGlobal