O novo governador de São Paulo, João Dória, quer fechar o Aeroporto Campo de Marte que hoje é conhecido pelo seu tráfego de aeronaves particulares, e ser o 4º no número de pousos e decolagens no Brasil.

A declaração de Dória foi realizada durante uma entrevista em Brasília na tarde desta quinta-feira (10/01), onde se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro. Durante a reunião o novo governador de São Paulo apresentou a ideia para Bolsonaro, visto que o local é administrado pela União através da Infraero.

O aeroporto também depende de um aval da Força Aérea (FAB) e do Ministério da Defesa, mas o comando da aeronáutica já citou que concorda em ceder parte do seu terreno para a criação do parque.

Dória quer privatizar o local, e transformar o aeroporto em uma área de lazer para os moradores da Zona Norte de São Paulo. De acordo com o governador, “o local é inadequado para receber voos, e os recentes acidentes comprovam tal alegação.”

Na reunião com Bolsonaro ele também falou em criar um colégio militar no local, e também um Museu Aeroespacial, projeto que está sendo proposto desde 2018.

A expectativa é de que o parque possa ser utilizado para atividades esportivas, culturais e de recreação, além de receber a visita de moradores e turistas. Com cerca de 30 mil metros quadrados, o museu deverá contar com um grande acervo de aviões, fotos, publicações e relíquias da história da indústria e de personagens da aviação brasileira.

Dória não quer destruir totalmente o local, e planeja deixar as pistas e taxiways de forma íntegra. 

 

O Aeroporto Campo de Marte

O aeroporto foi a primeira infraestrutura aeroportuária da capital paulista, tendo iniciado as atividades em 1920, quando foi construída uma pista para pousos e decolagens e um hangar no local onde a Força Pública do Estado de São Paulo mantinha sua escola de aviação, e desde 1979 é administrado pela Infraero.

As 69.137 aeronaves que pousaram no terminal no ano passado transportaram 118.984 passageiros. A média mensal de pouso e decolagem de 2017 foi de 5.761 movimentos, sendo que 56,2% referem-se às operações com helicópteros. O aeroporto possui infraestrutura que permite pouso e decolagem noturnos em uma pista de 1.600 metros, e um heliponto.

O sítio aeroportuário possui uma área aproximada de 2,1 milhões de m². O Campo de Marte é um aeroporto compartilhado: 1.138.440 m2 estão sob a administração do Comando da Aeronáutica – por meio do Parque de Material da Aeronáutica (PAMA-SP), Prefeitura de Aeronáutica de São Paulo (PASP), Hospital de Força Aérea de São Paulo (HFASP), Centro de Logística da Aeronáutica (CELOG) e Subdiretoria de Abastecimento (SDAB) – e 975 mil m2 estão sob a administração da Infraero.

Sua localização é privilegiada por estar na Zona Norte de São Paulo, próxima ao Terminal Rodoviário do Tietê, à estação Carandiru do metrô, e à Marginal do Tietê, que é via de acesso às rodovias estaduais e interestaduais. No local também estão localizadas escolas de pilotagem, como o Aeroclube de São Paulo, e o Serviço Aerotático das Polícias Civil e Militar.