Chapecoense Lamia

Na última quinta-feira (25/11), o Senado retomou a CPI que apura o acidente do avião que transportava o time de futebol da Chapecoense há 5 anos, ocorrido em 29 de novembro de 2016.

Instaurada em dezembro de 2019, o objetivo dessa CPI é saber como estão os familiares das vítimas e questionar os motivos do não recebimento das indenizações por parte dos familiares e parentes das vítimas.

Durante a Comissão Parlamentar, a Controladora de Voo boliviana responsável por autorizar o voo, Celia Monasterio, realizou um depoimento com duração de três horas por videoconferência.

Nos últimos instantes da sessão da CPI da Chapecoense, a controladora foi perguntada pelo nome do piloto pelo Senador Jorge Kajuru (PODEMOS-GO). A controladora respondeu o nome, sendo o boliviano Miguel Quiroga, em seguida, Jorge Kajuru pediu para que o piloto que estava no acidente fosse convocado para depor, porém, Kajuru foi lembrado que o piloto foi uma das vítimas fatais da tragédia.

Confira o momento no vídeo abaixo:

 

Relembre a tragédia com o time da Chapecoense

A aeronave RJ85, matrícula CP2933, da empresa aérea LaMia, fez um pouso forçado perto da cidade de La Ceja, após declarar estado de emergência por falha técnica, e perder contato com a torre de controle às 22h (local). O avião caiu em um local de difícil acesso e perto do Aeroporto José Maria Córdova, em Rionegro, perto de Medellín, enquanto seguia para pouso.

Como recomendação a Aeronáutica Civil da Colômbia incorporou novos avisos que alertam para as recomendações de segurança, além de revisar as operações de voos internacionais para evitar esse tipo de problema, visto que o avião saiu da Bolívia sem enviar o plano de voo para a ACC.

O órgão ainda afirmou que uma funcionária do Aeroporto de Santa Cruz, na Bolívia, contestou o despachante de voo sobre a autonomia máxima do avião, no limite para cumprir essa rota.

Os investigadores destacaram que quase todas as operações da companhia eram com base nessa prática, de não operar com reserva de combustível de acordo com o regulamento.

Os funcionários da Torre de Controle na Colômbia receberam um pedido de PRIORIDADE para pouso inicialmente por problemas com combustível. Os pilotos não pediram emergência em nenhum momento, e ficaram orbitando durante alguns minutos.

O pedido de emergência na aviação resulta em uma investigação após o caso, para apurar os fatos. Veja o diálogo dos pilotos abaixo:

Piloto da LaMia: “Solicitamos prioridade para proceder, solicitamos prioridade para proceder ao localizador, temos problemas de combustível”

Torre do Aeroporto: “Temos um problema. Temos um avião aterrissando em emergência. Não pode proceder.”

Instantes depois, o piloto da LaMia disse: “Mayday! Mayday! Agora temos uma falha elétrica, temos uma falha elétrica total.”

A torre de controle deu os últimos comandos para o pouso do RJ85 no aeroporto.

Logo após esse último comunicado o RJ85 da LaMia perdeu o contato com a torre de controle do aeroporto com 77 pessoas a bordo. Houveram 71 óbitos e 6 sobreviventes.

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