Su-35 Rússia Sukhoi
Caças Su-35S Flanker-E da Força Aérea Russa. Foto: Rosoboronexport.

A Rússia anunciou na terça-feira (18) o envio de 12 caças Sukhoi Su-35 e mísseis antiaéros Pantsir e S-400 para exercícios militares em Belarus em fevereiro. Contudo, o anuncio ocorre em paralelo às tensões na Ucrânia. 

Segundo o vice-ministro da Defesa da Rússia, Alexander Fomin, o objetivo do exercício é testar a prontidão da força de reação coletiva do Estado da União. 

“No âmbito de testar o funcionamento do sistema único de defesa aérea do Estado da União, doze aviões Su-35 e dois batalhões do sistema de defesa aérea S-400, bem como um batalhão de mísseis e artilharia Pantsir-S serão redistribuídos para Belarus”, afirmou.

Continua depois do anúncio
S-400 bateria Rússia
Bateria de mísseis S-400. Foto: Getty Images.

Fomin diz que a redistribuição do aparato militar ocorrerá durante a primeira das duas fases das verificações de prontidão da força coletiva do Estado da União. A primeira fase acontece até 9 de fevereiro. Grupos militares serão redistribuídos para proteger as rotas mais ameaçadas e as principais instalações governamentais e militares, bem como a fronteira aérea do Estado da União.

O movimento apenas aumentou a ansiedade na região, com o temor cada vez maior de uma invasão russa na Ucrânia. Moscou já desdobrou mais de 100 mil tropas na fronteira com o ex-membro da URSS, querendo impedir sua adesão à OTAN, aliança militar liderada pelos EUA.

Belarus, que já se encontra em uma crise de refugiados com a Polônia, tem reforçado seus laços com Moscou como resposta às sanções impostas pelo Ocidente. O presidente Alexander Lukashenko já externou seu apoio à Putin e sua escalada militar na região, ao mesmo tempo que recebe apoio do Kremlin para lidar com os vetos.

Continua depois do anúncio

Ele também abandonou a posição supostamente neutra de seu país sobre o conflito na Ucrânia e endossou publicamente a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014.

Lukashenko disse que o exercício United Resolve será realizado no oeste de Belarus, , perto das fronteiras com Polônia e Lituânia, ambos membros da OTAN, e seu flanco sul com a Ucrânia. “Defina uma data exata e nos avise, para que não sejamos culpados por reunir algumas tropas aqui do nada, como se estivéssemos nos preparando para ir à guerra”, disse ele a altos oficiais militares.

Enquanto a Rússia vai aumentando sua presença militar na região, os EUA e a OTAN reforçam o arsenal ucraniano com mísseis antitanque e outros armamentos, além do maior presença de aeronaves de inteligência e comunicação em voo. 

Continua depois do anúncio

Com informações de TASS e The Guardian