Em meio à grande crise diplomática que envolve o Qatar com suspeitas do país está financiando a ISIS (sigla em inglês para o grupo terrorista Estado Islâmico), uma notícia pode deixar ainda mais tumultuada a situação., a venda de caças F-15QA dos EUA para o Qatar.

A venda está sendo negociada justo na semana em que a crise com o Qatar e países vizinhos está a todo vapor, o próprio EUA é contra qualquer junção de algum não Estado Islâmico uma vez que a nação americana é contra o grupo extremista. A venda ganhou força com a recente visita do presidente norte-americano Donald Trump à Arábia Saudita recentemente.

A aprovação para a venda aconteceu no governo Obama em Novembro e de ter um valor de aproximadamente US$ 21 bilhões cerca de 72 caças multifunção para o Qatar, o que é muito esperado pela fabricante do caça a norte-americana Boeing que conta com essa venda para deixar aberta a linha de montagem do caça.

Foto USAF/divulgação

O jogo de vendas se torna delicado, por um lado uma aproximação do governo de Trump ao rico país do Golfo Pérsico com a venda dos F-15, mas por outro o posicionamento do próprio Trump contra o possível financiamento do Qatar ao ISIS. Nos EUA diversos senadores decidiram minimizar a questão dizendo que ainda é muito cedo para falar algo.

Na região tensa do Oriente Médio é de suma importância para o EUA estarem presentes seja em bases do grande aliado a Arábia Saudita e até mesmo no próprio Qatar na base de Al Udeid, fora da capital Doha, base esta que serve de apoio para os ataques dos EUA contra o Estado Islâmico.

Nessa semana como já havíamos noticiado, foi cortado o laço de diversos países como Arábia Saudita, Egito, Bahrein e Emirados Árabes Unidos ao Qatar, proibindo voos da companhia Qatar para os devidos aeroportos das nações, além do fechamento de portos para navios vindos do Qatar.

Por outro lado os EUA se interessam em vender armas e os caças até por que a nação norte-americana quer continuar a combater o Estado Islâmico e ficar de olho no país xiita, o Irã que não tem boas relações diplomáticas nem com os EUA nem com outros países do Oriente.

Segundo fontes próximas à Boeing, acredita-se que a venda possa finalmente se concretizar assim que o Qatar sair dessa situação atual e assim as negociações acontecerão. O Qatar por sua vez nega aliança com o Estado Islâmico.