O novo Embraer E175-E2 ainda está sendo desenvolvido pela Embraer, e apesar de não ter nenhuma encomenda atualmente, a mais nova aeronave tem suas vantagens de mercado, como não ter concorrência na faixa de assentos.

Isso está ocorrendo devido a uma nova retirada de investimentos da Mitsubishi no projeto SpaceJet nos últimos meses. A aeronave que deveria concorrer com o E175-E2 e o E190-E2, o SpaceJet M90, pode ter seu projeto paralisado por um período ainda maior.

O montante do projeto para o M90, que foi paralisado pela Mitsubishi, foi cortado de US$ 1,23 bilhão para US$ 4,57 milhões em 2020, e esse um outro corte acentuado será realizado no ano financeiro de 2021-2022.

Mitsubishi

Deste modo o projeto do SpaceJet foi praticamente paralisado pela Mitsubishi, após o corte no orçamento do avião. Isso pode resultar em mais atrasos para o projeto do M90, que agora não tem um prazo firme para a primeira entrega, apesar de algumas encomendas firmes já realizadas.

O reinício do programa deve ser avaliado pela Mitsubishi em 2022. O principal concorrente do SpaceJet, a linha E-Jet E2 da Embraer, já está em atividade com as aeronaves E190-E2 e E195-E2, e o E175-E2 apesar dos atrasos tem prazo para ser certificado até o final de 2023.

Em 2020 a unidade de aviões e defesa da Mitsubishi teve um prejuízo de US$ 871 milhões, mesmo com a paralisação do projeto. A divisão industrial, no entanto, obteve lucro após uma extensa reformulação.

 

Paralisação total do M100 e possível recomeço para o M90

Anteriormente a Mitsubishi disse que estava reconsiderando o desenvolvimento do M100, que foi suspenso sem ter nenhum protótipo produzido.

Sobre o M100, a variante de maior tamanho, equivalente ao E175-E2, a Mitsubishi disse anteriormente que “considerando o estado da aviação global, foi decidido reconsiderar o processo do estudo de viabilidade do SpaceJet M100”. 

Desta forma, se o programa do SpaceJet for retomado, a Mitsubishi deve investir somente na variante M90 por enquanto, que tem capacidade máxima de 90 passageiros, um pouco maior em comparação com o E175-E2, e assim como o avião da Embraer também não entra nas regras atuais de incentivo a aviação regional nos EUA.

O M90 sofreu os mesmos problemas do E175-E2, os novos motores, maiores e mais pesados, oneram a carga transportada pela a aeronave, as fabricantes tentaram corrigir esses pontos com estruturas em materiais compostos, mas ainda assim, os aviões ficaram acima do peso limite.

A proposta do M100 era para uma nova aeronave com base no mesmo SpaceJet, quando comparamos com o M90, o projeto contemplava um avião com 34,5 metros de comprimento, cerca de 1,1m mais curto que o M90.