Embraer: Maior preço do petróleo é vantagem para o E2

E-Jet E2, a nova aposta da Embraer para o segmento de 80-140 assentos.

Enquanto o maior preço do combustível significa um empecilho para as companhias aéreas, que tentam a cada dia diminuir as suas despesas operacionais, para a Embraer isso pode significar novos negócios e aumento nos lucros.

Isso é simples de explicar, a fabricante brasileira, assim como as suas concorrentes, estão tendo dificuldades para vender aeronaves regionais de nova geração para as empresas. A economia de combustível na ordem de 17 a 20% não justifica a substituição de uma frota relativamente nova, com menos de 10 anos de idade média.

Porém com o maior valor de combustível a balança muda, o valor economizado diminuindo essa despesa, através da economia de combustível, justifica a troca de uma aeronave usada, de valor bem menor, por uma aeronave nova, que fornece todas essas novas tecnologias.

Pelo menos foi isso o que disse Arjan Meijer, diretor da divisão de aeronaves comerciais da Embraer, para o Portal FlightGlobal, esperando uma melhor reação do mercado Norte-Americano e da Europa, os maiores clientes do E-Jet atualmente.

Foto – Embraer/Divulgação

A Embraer terá um grande mercado à sua disposição nos próximos anos, visto que as companhias estão começando a pensar na possível substituição de aviões da família 737-700 e A319ceo por modelos regionais mais eficientes, como o E195-E2 e o CS300, ambos com capacidade máxima próxima dos 150 assentos e uma economia bem maior de combustível (-25%).

Além disso a atual frota de aviões da primeira geração (E1) está envelhecendo, e muitas companhias, como a JetBlue, já planejam uma substituição para o futuro.

Meijer não deixou de destacar a versatilidade da família E2, que oferece soluções eficientes desde 80 assentos até 144 assentos, com os aviões E175-E2, E190-E2 e E195-E2, algo que as concorrentes não fazem atualmente.


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