O ano de 2014 não foi nada fácil para a Malaysia Airlines, isso devido à companhia aérea ter enfrentado dois acidentes fatais com o Boeing 777, em nenhuma situação culpa da própria companhia ou do equipamento.

Um acidente bastante curioso até os dias atuais ocorreu com o voo MH370, entre Kuala Lumpur (Malásia) e Pequim (China), realizado por um Boeing 777 que até o momento não foi encontrado.

O caso pode ter começado a ter solução em novembro de 2021, quando o Engenheiro Richard Godfrey publicou os primeiros detalhes da rota do voo MH370, indicando um possível local da queda.

De acordo com Godfrey, a aeronave seguiu rumo à Austrália, e está localizado em uma região à 1933 km a oeste de Perth a 33.177°S 95.300°E, a uma profundidade de 4000 metros, em uma área muito montanhosa com ravinas profundas e um vulcão submarino.

Um novo artigo publicado por Godfrey no último dia 31 de dezembro, composto por 124 páginas, dá detalhes impressionantes da pesquisa realizada pelo engenheiro.

O estudo publicado nos últimos dias por Godfrey complementou a informação anterior com imagens de sonar do fundo do oceano, onde destroços do Boeing 777 possivelmente repousam atualmente. Com dados tão confiáveis apresentados nos últimos estudos, o investimento em resgate dos destroços (principalmente da caixa preta) pode se justificar.

Com dados tão precisos dessa forma é possível que futuramente uma expedição submarina especial seja montada, especificamente para buscar os destroços do Boeing 777 da Malaysia no fundo do mar, por mais que alguns componentes tenham sido resgatados no Oceano Índico nos últimos anos.

 

Tecnologia inovadora avaliando diversos sinais diferentes

De acordo com Richard Godfrey, uma tecnologia revolucionária chamada propagação de sinal fraco, foi utilizada para rastrear os movimentos finais do avião. Isso foi possível juntando dados de tráfego aéreo, desempenho e de diversos satélites da Inmarsat, Boeing e WSPRnet, juntando dados de quase 200 links separados, ou 35 múltiplos, Godfrey começou a construir os sinais emitidos pelo avião aos satélites, fazendo o rastreamento por triangulação.

A análise usou o software Global Detection and Tracking of Any Aircraft Anywhere (GDTAAA) baseado nos dados do Weak Signal Propagation Reporter (WSPR) disponíveis publicamente no site WSPRnet.

Rota da aeronave, após sumir dos radares perto da Indonésia, traçada pelos sinais combinados, divulgado neste último relatório.

“Combinar os dados do satélite Inmarsat e os dados de desempenho da Boeing com a análise WSPRnet fornece uma visão muito mais completa da trajetória de voo do MH370. Combinar ainda mais o resultado da análise conjunta Inmarsat/Boeing/WSPRnet com a análise de deriva oceanográfica da Prof. Charitha Pattiaratchi da University of Western Australia aumenta a confiança porque os dados e análises de diferentes domínios científicos e de engenharia independentes apontam para o mesmo local de acidente MH370 a 33 ° S próximo ao 7º Arco.”

Ele acrescenta que o caçador de destroços Blaine Gibson “encontrou a maioria dos itens de entulho flutuante que foram recuperados ao redor do Oceano Índico com base nesta análise de deriva”.

O Sr. Godfrey diz que seu último relatório “será seguido por um artigo técnico. Este segundo artigo fornecerá os detalhes técnicos de cada detecção do MH370 usando os dados WSPRnet e os detalhes técnicos do rastreamento da trajetória de voo do MH370.”

Até o momento, o Godfrey publicou 35 artigos sobre o desaparecimento do MH370, incluindo 11 artigos especificamente sobre a nova tecnologia revolucionária WSPRnet.

O artigo de 55MB pode ser baixado Clicando Aqui.

 

Com informações de Airline Ratings.

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