Foto - Airbus

A Airbus anunciou na última semana que estaria introduzindo uma revisão temporária nos manuais de voo da aeronave A321neo, com o objetivo de evitar a possibilidade da aeronave realizar atitudes excessivas.

Agora a Airbus está desenvolvendo uma correção definitiva para este problema, atualizando o sistema da aeronave (software), algo que deve ser concluído e estará disponível em 2020.

A correção precisa ser desenvolvida de acordo com os critérios da EASA (Agência Europeia para a Segurança da Aviação), que também solicitou que a Airbus avisasse aos funcionários das companhias aéreas sobre esse comportamento nos manuais da aeronave.

Mas será como esse problema afeta o Airbus A321neo?

O problema de controle de voo do Airbus A321neo é enfrentado apenas em algumas situações, quando combinamos isso com manobras específicas, comandadas pelo próprio piloto.

As manobras, combinadas com uma característica de projeto da aeronave, podem causar um excesso de “pitch positivo”, ou seja, uma angulação acentuada do nariz da aeronave, algo que em baixas velocidades pode causar um estol por ângulo de ataque.

A característica de projeto da aeronave é referente ao centro de gravidade da mesma quando com carga.

O “aviso” contido no manual é para que os pilotos evitem de deixar a aeronave atingir um “pitch positivo” crítico durante voo. Porém, mais importante do que isso, e que essa determinação afeta, é a distribuição de carga no interior do avião, para melhorar o balanço do centro de gravidade.

Nenhuma modificação real é necessária em procedimentos operacionais e de treinamento. Essa condição de “pitch up” não tem capacidade de causar acidentes, de acordo com a Airbus.

A aeronave precisa estar envolvida em algumas condições ocorrendo simultaneamente para esse efeito ocorrer:

  • Aproximação para pouso em baixa altitude;
  • Centro de gravidade deslocado para a traseira, pelo maior peso após as asas;
  • Aeronave realizando manobras, como curvas com ângulo lateral.

Para a imprensa a Airbus forneceu poucos detalhes do problema, visto que há um temor geral em relação ao 737 MAX, mas a empresa disse que não há nada relacionado ao comprimento de fuselagem da aeronave, ou questões aerodinâmicas envolvendo a carenagem do motor.

Ainda não está nítido a forma que a Airbus corrigirá esse problema até 2020, se é com alterações no software ou fisicamente, para retirar essa limitação de deslocamento do centro de gravidade.

 

Texto produzido com ajuda da FlightGlobal.