Mike Pence, vice-presidente dos Estados Unidos, anunciou na última terça-feira que uma nova meta foi estabelecida: Levar um norte-americano para a Lua até 2024.

Em um discurso claramente inspirado nos tempos do Kennedy, o vice-presidente tomou essa atitude durante uma reunião do National Space Council no Marshall Spaceflight Center da NASA em Huntsville, no Alabama.

Logicamente, os trabalhadores da NASA logo aceitaram esse desafio, ao mesmo tempo que agora não concorrem somente com a Rússia, mas com a China e a Índia.

O cenário diferente dos últimos anos permite que a NASA realize essas missões com um baixo custo. Atualmente a SpaceX já oferece opções de foguetes com capacidade de ir até Marte, por apenas US$ 100 milhões o lançamento, já no programa Apollo a empresa gastou vários bilhões de dólares, tocando um projeto com ajuda de empresas parceiras.

Foguete Falcon Heavy é capaz de levar 16800kg até Marte. É possível usar até mesmo o Falcon 9 em missões para a Lua.

Não precisamos nem descrever, que na década de 60 a chance de acontecer um acidente durante uma missão Apollo era na ordem de 50 a 60%, pela vanguarda da tecnologia, pouco testada durante vários anos.

A NASA também pode fazer pequenas alterações nos veículos atuais, e implementar melhorias a baixo custo para levar um módulo lunar ou um rover. Até mesmo uma estação espacial na Lua foi cogitada nos últimos anos.

Da mesma forma, esse desejo da administração “Trump” de deixar uma marca ainda pode custar uns poucos bilhões de dólares aos contribuintes norte-americanos, apesar de ser um óbvio avanço para a posição dos Estados Unidos de domínio tecnológico, assim como foi na década de 60.

Esse projeto ainda vai passar por uma grande prova de fogo em 2020, quando Trump tentará a reeleição. O projeto é um desejo pessoal do presidente atual, e pode não ter continuidade se outro presidente tiver outras prioridades. Diferentemente da “ditadura” de Xi Jinping, que tem metas bem estabelecidas com amplo apoio nos próximos anos para continuar no foco de dominar o planeta.

Desde 1972, quando a última missão Apollo foi realizada, nenhum humano retornou ao satélite natural do planeta Terra. Alguns países já levaram veículos lunares, guiados remotamente, e sondas.

 

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