Cockpit do 737 MAX 8. Foto - Boeing/Leo Dejillas

Na última segunda-feira (21/01), no Terminal de Aviação Geral do Aeroporto Internacional de São Paulo – GRU AIRPORT, em Guarulhos/SP, foi realizado o lançamento oficial do 1º Anuário Brasileiro de Recursos Humanos para a Aviação Civil, uma realização do Instituto Brasileiro de Aviação (IBA), da CFLY Aviation, da Embry-Riddle Aeronautical University e da Universidade Brasil.

Trata-se do primeiro de quatro volumes desse estudo que tem como objetivo a qualificação da situação atual da mão de obra envolvida em toda a cadeia do transporte aéreo e indústria aeronáutica, tema deste primeiro volume, o estudo da demanda futuro desses profissionais, a análise do que será necessário para suprir essa demanda e, por fim, a recomendação de políticas públicas e das melhores práticas aeronáuticas e educacionais.

 

Licenças emitidas

Algumas carreiras da Aviação Civil exigem certificação emitida pela Agência Nacional de Aviação Civil para que o profissional possa exercer sua função. Dessa forma, o acompanhamento das licenças emitidas pelo órgão serve como um dos indicadores do atual contexto da mão de obra do setor.

Segundo dados divulgados na Anuário e apresentados durante o lançamento, no período de 2012 a 2016 as licenças emitidas tiveram uma redução de mais de 40%. O ano de 2016 apresentou uma queda de 30% nas licenças emitidas em relação ao ano anterior, com destaque para a licença de Comissário de Bordo e Piloto de Helicópteros, que apresentaram redução de 69% e 45%, respectivamente. 

 

Perfil Etário

Os profissionais do transporte aéreo brasileiro possuem em média 37 anos de idade. Analisando a evolução do quadro de funcionários por faixa etário ao longo dos últimos anos é possível perceber uma tendência de envelhecimento da mão de obra, ao passo que há menos jovens ingressando no setor aéreo.


Em 2010, 43% dos profissionais tinham mais de 35 anos, essa proporção chegou a 54% em 2016. Durante o mesmo período, os profissionais com menos de 25 anos passaram de 15% para 9%.

 

Sexo

A análise do perfil de sexo dos profissionais do transporte aéreo destaque a majoritária participação masculina nas profissões do transporte aéreo, sendo maior que a média nacional de 56% que envolve todos os profissionais brasileiros, independente da área de atuação.

 

Escolaridade

De modo geral, 55% dos profissionais do transporte aéreo no Brasil possui 2º grau completo e 39% possui ensino superior, acima da média nacional, que é de 51% e 21%, respectivamente.

 

Via – Instituto Brasileiro de Aviação