Foto - Boeing

Com a crise na Boeing, a Airbus está em uma situação relativamente confortável.

Sua principal família de produtos, a do Airbus A320neo, demonstrou uma enorme versatilidade na sua segunda geração. O novo A220 substitui o A320 em algumas companhias aéreas, e no campo superior a Airbus só perde para o 787.

Mas mesmo com toda essa tranquilidade da fabricante europeia, um ex-executivo da Airbus declarou que seria bom para o mercado o desenvolvimento de novas aeronaves por parte da Boeing.

A afirmação foi feita por Barry Eccleston, ex-presidente da Airbus Americas, nesta última quarta-feira, durante um almoço no International Aviation Club em Washington, DC.

“A Boeing precisa revigorar a concorrência aeroespacial com um novo programa de aeronaves”, disse Eccleston. “O dominante Airbus, o duopólio da Boeing diminuiu a concorrência, e consequentemente a inovação”.

A citação de Eccleston atinge diretamente o novo projeto NMA, da Boeing, para criar um avião totalmente adequado para o mercado de 200 a 300 passageiros. Ele também incentivou a Boeing a lançar um novo programa de desenvolvimento de aeronaves o mais rápido possível.

O ex-executivo da Airbus diz que “nunca acreditou no caso comercial” do NMA, como foi originalmente proposto pela Boeing, para atingir um mercado superior.


“O mercado está entre 160 a 240 assentos e 5000 km a 8000 km de alcance, é aí que está o volume de produção”, acrescenta Eccleston, dizendo que a proposta da Boeing para um avião de duplo corredor com 270 assentos pode não vingar.

Para Eccleston, o 767 pode ser substituído pelo próprio 787, enquanto o A321XLR é colocado no mercado como um substituto perfeito para o 757, atendendo até mesmo uma demanda que surgiu nos últimos anos, com a proliferação das companhias Low Cost.

“Não projetaremos nosso próximo avião com base no A321”, disse Calhoun, CEO da Boeing, aos investidores durante a chamada de ganhos da Boeing em 29 de janeiro. “Assim que chegarmos a uma [especificação] sobre o que queremos fazer, avançaremos muito rapidamente.”

 

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