Os executivos da Embraer estão esperançosos que o E-175 E2 tenha um bom resultado perante as companhias aéreas, e que a venda do avião para voos regionais possa ser feita e que “as cláusulas de escopo” contratuais, comuns na aviação regional dos Estados Unidos, não sejam mais barreiras para a venda.

O diretor comercial da Embraer Aviação Comercial Arjen Meijer chegou a dizer inclusive que o primeiro voo do E175-E2 poderá acontecer “antes do final do ano e está a caminho de entrar em serviço em 2021”.

“O E175-E2 será, sem dúvida, o avião mais eficiente nesse segmento”, diz Meijer. “Acreditamos não apenas na economia, mas também nos benefícios ambientais do E175-E2, e que falarão com o mercado.”

Um problema que o E175 E2 está enfrentando é a falta de pedidos por parte das empresas norte-americanas, onde a primeira geração ainda faz muito sucesso.

As vendas do mais novo jato da fabricante de aviões brasileira foram prejudicadas pelo fato de a variante E2, equipada com motores turbojato Pratt & Whitney PW1700G mais potentes e pesados, elevar seu peso máximo de decolagem para além das condições especificadas nas cláusulas de escopo de transporte aéreo regional nos Estados Unidos.

Cláusulas de escopo são disposições em contratos entre as principais companhias aéreas americanas e seus sindicatos pilotos, que impedem as companhias aéreas de desenvolver mais voos para companhias aéreas regionais.

Eles proíbem as afiliadas regionais de operar aeronaves que tenham mais de 76 assentos ou peso bruto máximo de decolagem superior a 86.000 lb. A primeira versão do E170 e E175 está dentro desta norma, mas o novo E175 E2 tem valores que já ultrapassam os estabelecidos por essa mesma.


“Historicamente, as cláusulas de escopo só mudavam quando havia um produto que o pressionava a mudar”, diz Meijer. “Definitivamente, existem algumas áreas no mercado norte-americano onde achamos que esta aeronave pode ir. Mas a cláusula de escopo é um determinado tópico. É necessário que haja uma alteração na cláusula de escopo no final para permitir que o E175-E2 voe. ”

Isso inclusive pode ser um problema para a aeronave brasileira e um vantagem para o concorrente direto que é o SpaceJet M100, da japonesa Mitsubishi que pode transportar 76 passageiros em duas classes. O SpaceJet terá turbofans PW1200G de última geração e não excederá o limite de 86.000 lb. Porém é um avião de menor autonomia e tamanho.

O acordo da Boeing com a Embraer exige que a empresa com sede em Chicago adquira 80% da divisão de aeronaves comerciais do avião brasileiro por US $ 4,2 bilhões. A nova joint venture terá o nome de Boeing Brasil – Commercial e dará à fabricante de aviões comercial uma posição no mercado regional de jatos.

 

Fonte de apoio: Flight Global