No primeiro evento explosivo dos testes, um carga de 40 mil libras foi detonada ao lado do USS Gerald R. Ford. Foto: USN.

No dia 18 de junho a Marinha dos EUA (USN) deu início aos testes de choque com seu mais novo porta-aviões nuclear, o USS Gerald R. Ford (CVN-78). A primeira explosão do Full Ship Shock Trials (FSST), ou simplesmente teste de choque, foi registrada como um tremor de magnitude 3.9 na Escala Richter pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos, a cerca de 160km da costa da Flórida. 

A USN detonou um explosivo de 40 mil libras (cerca de 18.1 toneladas) ao lado direito da embarcação. Os FSST são testes de grande importância para embarcações de novas classes, como é o caso do CVN-78, o primeiro da classe Gerald Ford que terá um total de cinco porta-aviões. O CVN-79, USS John F. Kennedy, segundo porta-aviões da nova classe, está previsto para ser entregue à Marinha em 2022. 

Foto: USN.

Nos FSST, todos os equipamentos e sistemas das embarcações são testados contra uma grande onda de choque causada por um evento explosivo que ocorre perto do navio, a fim de comprovar a resistência dos componentes e tripulação antes do novo equipamento ser enviado para o serviço militar. Os testes também dão uma ideia de como a embarcação se comporta em eventos como esse. 

Em comunicado, a Marinha dos EUA disse que os eventos estão ocorrendo “dentro de um estreito cronograma que atende aos requisitos de mitigação ambiental, respeitando os padrões de migração conhecidos da vida marinha na área de teste”. 

A última vez que a USN realizou um FSST com um porta-aviões foi em 1987 com o CVN-71, o USS Theodore Roosevelt, o quarto de dez navios da Classe Nimitz. Segundo o The War Zone, a nova classe de super porta-aviões dos EUA está atrasada e acima do orçamento estipulado.

Foto: USN.

O falecido senador republicano John McCain, que foi piloto de A-4 Skyhawk durante a Guerra do Vietnã, foi um dos que protestaram contra o adiamento dos FSST com o CVN-78, o que poderia por em risco as capacidades de combate e resistência do novo navio. Dentro dos testes de choque, o USS Gerald Ford deve passar por outras duas explosões. 

 

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