FAB/Divulgação.

O dia 30 de julho de 2021 celebra os dez anos da incorporação da aeronave P-3AM Orion à Força Aérea Brasileira (FAB). A data marca a modernização da Aviação de Patrulha, pois o modelo possibilitou, entre outras coisas, a detecção, localização, identificação e, até mesmo, destruição de submarinos inimigos – a chamada guerra antissubmarino (do termo em inglês Anti-submarine warfare – ASW). Além da capacidade ASW, o P-3AM também carrega poderosos armamentos, como os mísseis antinavio Harpoon, capazes de neutralizar embarcações de guerra a uma distância além do alcance visual.

Com quatro motores, a aeronave tem grande autonomia, podendo permanecer em voo cerca de 16 horas. Os modernos sensores eletrônicos embarcados, conferem ao Orion a capacidade estratégica de vigilância marítima de longo alcance.

Militares do Orungan operando os sistemas do P-3AM. Foto: Sargento Bruno Batista/FAB.

Além disso, durante esses dez anos de operação na FAB, o P-3 mostrou ser um avião bastante versátil, sendo empregado rotineiramente em missões de inteligência, vigilância e reconhecimento realizadas em toda a extensão territorial brasileira, demonstrando, assim, que a capacidade operacional deste vetor superaria todas as expectativas de um avião projetado inicialmente somente para missões sobre o mar.

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Desde sua chegada, o P-3AM mostrou-se como um vetor aéreo com capacidade de emprego mundial. Com ele, foram realizadas missões de patrulha marítima em apoio a Cabo Verde, na África, missões de treinamento com grande destaque para o desempenho de tripulantes brasileiros na Escócia e em Portugal, além de várias missões de busca e salvamento em apoio a nações amigas, como Argentina e Chile.

P-3AM Orion do Esquadrão Orungan no Aeroporto Internacional de Porto Alegre em 2017, antes de partir para as buscas ao submarino argentino ARA San Juan. Foto: Gabriel Centeno/Aeroflap.

O Comandante do Primeiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (1º/7º GAv) – Esquadrão Orungan, Tenente-Coronel Marcelo de Carvalho Trope, destacou que as características da aeronave garantem ao Brasil um grande poder dissuasório. “Com o P-3 Orion, a FAB resgatou sua capacidade de Guerra Antissubmarino e fortaleceu suas ações de Patrulha Marítima e IVR. Cabe também destacar a segurança e robustez da aeronave, que após dez anos e milhares de horas de voo envergando as cores da Força Aérea Brasileira não registrou nenhum acidente”, ressaltou.

Logomarca

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Para celebrar o evento histórico, o Esquadrão Orungan criou uma logomarca comemorativa. Além disso, a Revista digital contendo as fotos e relatos das missões mais importantes que a aeronave cumpriu nesses dez anos já está em fase final de elaboração, com previsão de ser lançada no dia 30 de setembro.

Via Força Aérea Brasileira. 

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