F-5EM Tiger II FAB 4825 do 1º GDA, Esquadrão Jaguar, carregando o MICLA-BR. Foto: FAB/Divulgação.

Através do Twitter, a Força Aérea Brasileira celebrou o aniversário de 15 anos do Instituto de Pesquisas em Ensaios em Voo (IPEV), organização da própria FAB, dedicada a realizar voos de testes, ensaios, certificação, e recebimento de aeronaves militares. Em uma das imagens publicadas pela instituição, um caça F-5EM Tiger II, matrícula 4825, carrega uma versão de testes do MICLA-BR (Míssil de Cruzeiro de Longo Alcance).

No topo da deriva, o caça ostenta a pintura de um jaguar estilizado, indicando que a aeronave pertence ao 1º Grupo de Defesa Aérea, o Esquadrão Jaguar, unidade com sede na Ala 2, em Anápolis (GO). 

https://twitter.com/fab_oficial/status/1418542087436439552

O projeto MICLA-BR é baseado no AV-MTC (Míssil Tático de Cruzeiro) para o Exército Brasileiro. Conduzido pela Avibras e FAB, o projeto prevê o desenvolvimento de um míssil de cruzeiro com 300 km de alcance, equipado com motor à reação e lançado a partir de uma aeronave. O míssil será guiado por GPS/Navegação Inercial e sistema de correlação de imagens. Futuramente, o MICLA-BR será integrado ao Saab F-39E/F Gripen. 

Em setembro de 2019, o plane spotter Rafael Luiz Canossa registrou o mesmo F-5EM 4825 aproximando-se da Ala 3 (Base Aérea de Canoas), na região metropolitana de Porto Alegre, carregando o instrumento. 

F-5EM com o MICLA-BR sobrevoando Canoas (RS) em 2019. Foto: Rafael Luiz Canossa.

Além do MICLA-BR, montado no cabide central (centerline), o caça transporta câmeras montadas nos pylons da parte mais externa da asa, chamados de outboard. As câmeras são usadas para registrar a movimentação do objeto de testes em diferentes fases do voo. 

Em novembro do ano passado, a FAB e a Avibras assinaram um memorando de entendimento, formalizando a intenção da companhia com sede em São José dos Campos (SP) de desenvolver e produzir o MICLA-BR. 

Foto: Soldado Thallys Amorim/FAB.

SMKB

Uma das imagens publicadas pela FAB mostra uma versão de testes de uma bomba equipada com o kit de guiagem SMKB (Smart MK Britanite), carregada por um caça-bombardeiro A-1 AMX. Também chamada de Acauã, o equipamento foi desenvolvido pela Britanite BSD, Mectron e Força Aérea Brasileira, consistindo em um kit de guiagem por GPS instalado em uma bomba convencional Mk.82 ou 83, na FAB chamadas de BAFG-230 e BAFG-460. O equipamento é similar ao kit JDAM (Joint Direct Attack Munition) desenvolvido pela Boeing e empregado por vários países. 

SMKB carregada por um AMX. FAB/Divulgação.

A FAB realizou testes de lançamento da SMKB a partir do A-29 Super Tucano e AMX, mas a bomba provavelmente não entrou em serviço. Atualmente, os A-1 dos esquadrões Poker e Centauro, esquadrões com sede na Ala 4, em Santa Maria (RS), empregam bombas com o kit Lizard, de guiagem por laser e desenvolvido pela companhia israelense Elbit. 

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