Governo israelense quer mudanças na El Al em troca de empréstimo

Foto: Jacob Aviation

Notícias recentes confirmam que a companhia aérea de bandeira israelense, a El Al Israel Airlines, conseguiu um aporte financeiro do governo. O valor estimado é de US$ 400 milhões, mas só será disponibilizado se a empresa se adequar às novas exigências do governo. 

O governo alega que os problemas financeiros da empresa vieram muito antes da crise causada pelo coronavírus. O governo exige que os principais acionistas passem a usar mais do dinheiro próprio na companhia, e seja feita uma reorganização na administração da empresa.

O maior acionista da companhia aérea privada é a Knafaim Holdings, com 35,3% de participação, o segundo acionista é a Pinchas Ginsburg com 7,97% de participação. A Knafaim Holdings é uma empresa de turismo e aviação local sob o controle de uma única família.

Segundo um relatório da Reuters, o governo israelense quer a injeção de US$ 28,5 milhões por parte dos acionistas na companhia aérea.

A empresa opera somente voos internacionais, por isso a companhia não esta em operação e com isso não esta tendo prejuízos grandes. O governo israelense está citando uma força de trabalho muito grande, salários excessivamente generosos e um balanço fraco, pois precisam ser abordados em troca do resgate.

Os sindicatos terão de concordar com todos esses termos e mudanças promovidas pelo governo.

A companhia não é apenas icônica, mas manutenção de uma empresa de bandeira nacional independente é vista como uma necessidade estratégica em Israel.


O governo israelense prefere que sua necessidade estratégica seja enxuta e eficiente. Isso é especialmente verdade se eles estão investindo fundos de contribuintes em uma empresa privada e podem acabar com uma participação acionária na empresa, caso haja um padrão em pagamentos futuros.

 

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