Governo Português diz que vai ajudar e intervir na TAP

A sociedade majoritária do Governo Português na TAP Air Portugal está sendo encaminhada, pelo menos de acordo com Pedro Nuno Santos, o ministro das Infraestruturas e da Habitação de Portugal.

Santos ressaltou durante sua fala no parlamento português que a TAP será gerenciada pelo país, após um empréstimo milionário que salvará as operações da companhia, durante esse período de crise.

Ele ressaltou que em breve o Estado português acompanhará todas as decisões que serão tomadas. O próprio governo português não acredita que é possível a companhia sobreviver, sem uma intervenção pública.

“A música agora é outra no que diz respeito à TAP”, afirmou Santos.

“É bom que todos sejamos conscientes que a nossa missão será salvar a TAP e não nenhum acionista em particular, obviamente que estamos disponíveis e interessados que os nossos parceiros na empresa acompanhem qualquer intervenção na empresa, mas têm de acompanhar. Caso contrário isso terá necessariamente consequências na relação societária da empresa”, disse Santos.

O assunto sobre uma nova estatização da TAP está em discussão desde março, quando os acionistas privados começaram a negociar um empréstimo para a companhia.

O governo português descarta financiar a recuperação de empresas, sem “comprar” uma participação na mesma.


Desde a “privatização” da TAP, em 2015, o governo português tenta nacionalizar novamente a companhia, mesmo após extensas mudanças realizadas pelo Atlantic Gateway na TAP, como a renovação da frota e as mudanças do produto, que atraíram mais clientes e fizeram a TAP bater recordes em passageiros transportados.

O consórcio Atlantic Gateway, formado por David Neeleman e Humberto Pedro, detém 45% da TAP, sendo o restante do capital dividido entre os trabalhadores e o Governo Português.

Com a severa redução de voos, a TAP Air Portugal ficou com uma grande despesa para ser paga nos próximos dias e meses. Com pouco caixa, uma das soluções foi dar à 9000 funcionários uma licença temporária de trabalho, onde tiveram seus salários reduzidos em 66%.

Os outros 10% dos funcionários restantes, cerca de 1000 deles estão recebendo somente 80% do salário.

 

DEIXE UMA RESPOSTA