maturidade setor aéreo

Estão abertas a partir de hoje (30) as inscrições para a 7ª turma do curso em Gestão da Aviação. A iniciativa visa a capacitação da mão-de-obra do setor aéreo e é destinada aos profissionais da aviação e colaboradores das companhias pertencentes à Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), que podem concorrer a uma das bolsas. As inscrições estão abertas no site itl.org.br até o dia 17 de julho.

A atividade, que integra o Programa Capacitar da ABEAR, foi criada em 2014 e é financiada pelo Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST/SENAT), com coordenação do Instituto de Transporte e Logística (ITL) e da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

O curso é ministrado pela Embry Riddle Aeronautical University (ERAU), uma das universidades de aviação mais conhecidas mundialmente, com campus na Flórida e Arizona (EUA).

Após rigoroso processo seletivo, 30 talentos são escolhidos, anualmente, para o curso de Certificação Profissional Internacional em Gestão da Aviação – Aviation Management, com carga horária de 390 horas ao longo de 11 meses. A capacitação é ministrada na língua inglesa por professores da ERAU.

No projeto, iniciativas inovadoras de edições passadas já impactaram positivamente o setor. É o caso de um dos trabalho de conclusão da turma de 2019 que realizou uma pesquisa que alterou uma exigência relacionada à reserva de combustível das aeronaves no Brasil.

Anteriormente, as aeronaves no país operavam com um padrão de 10% de querosene reserva a bordo – o dobro exigido pela ICAO (Organização Internacional da Aviação Civil, na sigla em inglês). Após aprofundarem-se na análise dos dados dos voos nacionais e chegarem à conclusão de que eles não precisavam dessa quantidade específica para voar com segurança.

O trabalhou auxiliou na argumentação apresentada para a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) de que o país passasse a seguir as normas internacionais. O pedido foi aprovado, fazendo com que menos combustível seja despejado desnecessariamente na atmosfera antes dos pousos. Essa mudança impacta ainda em uma economia de US$ 6,5 milhões por ano às empresas aéreas brasileiras.

 

Via: ABEAR