KLM consegue empréstimo de € 3,4 bilhões repleto de condições especiais

A KLM comprou biocombustível para introduzir no seu suprimento de combustível no aeroporto de Schiphol. Foto: KLM

A companhia holandesa KLM, divulgou um comunicado nesta sexta-feira (26), informando que garantiu junto ao governo um pacote financeiro de ajuda a empresa em meio à crise do Covid-19.

O valor é de € 3,4 bilhões (US$ 3,8 bilhões), o acordo foi selado juntamente com o governo francês e possui condições de longo prazo.

O acordo enfim foi selado após semanas de muitas reuniões intensas e duras, a empresa parceira da KLM já havia garantido do governo de seu país um acordo de 7 bilhões de euros (US$ 7,86 bilhões).

O pacote de financiamento consiste em uma linha de crédito rotativo garantida pelo em 90% pelo Estado, no valor total de € 2,4 bilhões, com prazo de vencimento de cinco anos.

O empréstimo foi realizado através de um grupo de 11 bancos, três dos quais são holandeses e oito são estrangeiros. Os € 1 bilhão restantes vêm na forma de um empréstimo estatal direto. Tem um prazo de 5,5 anos e está subordinado à linha de crédito rotativo.

“O pacote de financiamento é necessário para garantir o longo e difícil caminho de recuperação no próximo período. Este é um passo muito importante e expresso minha gratidão em nome de todos os colegas da KLM ao estado holandês e aos bancos por sua confiança em nossa organização e em nosso futuro”, disse  Pieter Elbers, CEO da KLM

“No próximo período, trabalharemos na restauração da rede de rotas e, por outro lado, no desenvolvimento do plano de reestruturação e nas condições de longo alcance que foram impostas ao pacote”, completou Elbers.


Inicialmente, o governo holandês estava solicitando uma cadeira adicional no conselho da KLM. A França não aprovou essa alteração, e concedeu uma ajuda para a KLM, como parte de manter a sua participação, frente à propriedade de 14% no Grupo Air France-KLM pela Holanda.

Mesmo assim o acordo decidiu nomear um administrador sem direito a voto para o conselho, para garantir que o dinheiro do resgate seja reservado exclusivamente à KLM, segundo a Reuters com fontes familiarizadas com o assunto.

A KLM também será obrigada a cortar seus voos noturnos para Schiphol em 20%, para diminuir o ruído que afeta os moradores próximos ao Aeroporto. A companhia também deve encontrar maneiras de incentivar as viagens de trem quando aplicável, e reduzir as emissões de CO2 em 50% por passageiro até 2030.

O novo pacote de financiamento ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento holandês e pela Comissão da UE, de acordo com o Quadro Temporário para Medidas de Auxílio Estatal, introduzido no contexto do COVID-19.

 

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