C-27J Spartan- Foto: Leonardo/Divulgação.

A Leonardo, uma empresa italiana que atua no setor aeroespacial e de defesa, foi alvo de um ataque hacker contínuo entre maio de 2015 e janeiro de 2017, de acordo com uma investigação da Polícia Italiana.

Os autores dos ataques foram identificados e detidos pela polícia, estes eram um ex-funcionário e um gerente da empresa. No entanto, agora o que está em jogo é a parte de dados sigilosos de projetos da própria empresa, inclusive os de segredo militar.

De acordo com a Polícia Italiana, a primeira denúncia, feita em 2017, relatou tráfego anômalo de dados saindo da fábrica de Pomigliano D’Arco, localizada perto de Nápoles.

Pomigliano D’Arco é uma fábrica da Leonardo que abriga as linhas de produção de peças e componentes do Boeing 767 e do ATR.

Inicialmente, a extensão do ataque parecia limitada a um pequeno número de estações de trabalho com uma perda de dados considerada “insignificante”. No entanto, as investigações subsequentes trouxeram à luz um cenário muito mais amplo, e até mesmo dados de projetos foram vazados.

Um dos computadores hackeados pertencia a um técnico da Leonardo que trabalhava no sistema eletrônico do nEUROn, uma aeronave militar experimental não tripulada que foi projetada em 2012 no âmbito de um programa de defesa europeu liderado pela França.

Outros computadores pertenciam a trabalhadores da Leonardo envolvidos na produção de aviões de transporte militar C27J e aviões comerciais e militares turboélice do modelo ATR.


Os dois suspeitos injetaram um malware nos computadores do local por meio de pendrives, sendo automaticamente executado e então repassando dados para uma rede externa, dando uma fuga lenta e contínua de dados da empresa.

Segundo a Polícia, os 94 PCs afetados ​​eram de funcionários, incluindo gestores, envolvidos em atividades estratégicas.

Antonio Rossi, um dos presos, trabalhava na empresa como chefe da Equipe de Preparação para Emergências Cibernéticas da Leonardo. Ele está sendo acusado de supostamente encobrir o crime ao deixar de relatar a quantidade real e a importância dos dados roubados. Ele também é acusado de reformatar um computador que contém evidências e dados do ataque cibernético.

 

Com informações de Reuters.

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