Foto - Lufthansa

A Lufthansa novamente declarou que está sofrendo problemas com os motores Pratt & Whitney PW1100G, que equipam o Airbus A320neo, desta vez a causa é um aumento da vibração dos motores durante o uso.

A companhia reportou essa falha para a Pratt & Whitney, e detalhou que isso ocorre principalmente com motores com mais de 1000 horas de uso. A vibração fica mais intensa ao longo do tempo, se a equipe de manutenção não trabalhar na manutenção da caixa de redução.

A descoberta desse erro foi possível por conta de alguns voos, que exigem uma maior potência dos motores na fase de subida. Sensores localizados nos motores são responsáveis por enviar esse dado sísmico para o computador a bordo, e com os parâmetros fora do padrão ele alerta os pilotos sobre o problema.

A P&W disse que já começou no trabalho de análise desses motores, e está em constante contato com os clientes.

Já o CEO da Lufthansa, Carsten Spohr, se demonstrou desapontado com o A320neo equipado com os motores PW1100G. A companhia só recebeu metade dos aviões prometidos pela fabricante, devido aos atrasos de produção da P&W, ao mesmo tempo boa parte da frota ficou parada, até a fabricante dos motores resolver os problemas anteriores do motor.

Mesmo com os problemas solucionados, agora a Lufthansa terá que analisar esse problema da vibração involuntária, que não deveria ocorrer com motores tão novos.

A Lufthansa já fez 14 mudanças de motor não programadas no A320neos devido a uma variedade de problemas, incluindo essas vibrações. Detalhe, a Lufthansa tinha 12 aviões desse modelo até a semana passada.

Enquanto isso a Pratt & Whitney justifica dizendo que esse problema da vibração atinge menos de 2% dos motores fabricados, mas as companhias reclamam, e solicitam logo a atualização final prometida para novembro, e que pode solucionar esses problemas.

Provavelmente a P&W vai enfrentar um novo problema com o fornecimento de peças. No dia 07 de setembro a FAA publicou uma nota dizendo que encontrou alguns defeitos de fabricação em discos da turbina de baixa pressão (LPT) do motor PW1100G. E recomenda que a fabricante analise esse caso, pois os defeitos não podem ser descobertos durante uma inspeção de rotina, além de indicar o número de série dos discos envolvidos no problema.

Por enquanto a entrega de novos motores não foi afetada, o que possibilita um fôlego extra para a Airbus, que já sofreu neste ano com os atrasos nas entregas do motor PW1100G.

A P&W aproveitou para descartar qualquer problema de vibração nos motores PW1500G e PW1900G, que equipam o Airbus A220 e o Embraer E-Jet E2, respectivamente.