Helicóptero MH-60S resgatado do fundo do Oceano Pacífico. Foto: US Navy.

A Marinha dos EUA (US Navy) informou na última terça-feira (23) que completou com sucesso o resgate de um helicóptero MH-60S Seahawk na costa de Okinawa, no Japão.

O helicóptero estava em uma profundidade de 5.814 metros (19,075 pés). Para se ter uma ideia, os destroços do Titanic, que naufragou em 1912, estão a cerca de 3800 metros de profundidade. 

O MH-60 se acidentou em janeiro do ano passado enquanto operava a partir do navio de comando anfíbio USS Blue Ridge (LCC-19). A tripulação conseguiu escapar antes que a aeronave afundasse. 

O Supervisor de Mergulho e Salvamento (SUPSALV), respondendo a uma solicitação da Frota do Comando do Pacífico, localizou e registrou os destroços do helicóptero no fundo do Oceano Pacífico, utilizando um sonar de varredura lateral. 

Através de um pedido do Centro de Segurança da Marinha, o SUPSALV retornou ao local nesse mês, dessa vez com o CURV 21, um veículo submarino controlado remotamente (ROV) usado em grandes profundezas. O ROV pode mergulhar a profundidas de 20 mil pés, atendendo aos requisitos operacionais de salvamento.

Helicóptero MH-60S Seahawk, similar ao resgatado nesse mês. Foto: Marvin Harris/US Navy.

Após se encontrar com o navio de resgate contratado pela Marinha, a equipe do SUPSALV completou a mobilização do CURV-21 equipado com um carretel para suspensão profunda. As operações de resgate começaram no dia 17 de março com a chegada da equipe ao local. 

Após o sucesso do salvamento, o helicóptero foi levado para as instalações da US Navy em Yokosuka, de onde será transportado de volta aos EUA. A operação marca a quebra de recorde para o próprio SUPSALV.

USS Blue Ridge no Japão em 2008. Foto: Heidi McCormick/US Navy.

“Como um todo, essa operação foi acelerada e totalmente bem-sucedida”, disse Bryan Blake, gerente do programa Deep Ocean do SUPSALV. 

“Nossos esforços validaram os requisitos de busca e recuperação em alto mar da Marinha. A capacidade de recuperar a fuselagem e disponibilizá-la para determinar a causa do acidente é uma grande vantagem, ajudando a garantir a segurança da Aviação Naval.