Aeronave UH-15 Super Cougar (Airbus H225M) do HU-41 durante a operação deflagrada pela Polícia Federal no Pará. Foto: Marinha do Brasil/Divulgação.

Entre os dias 22 de agosto e  de setembro, o 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Norte (EsqdHU-41) da Marinha do Brasil prestou apoio aéreo para a Operação Muiraquitã II da Polícia Federal, com o objetivo de conter ações garimpos ilegais em nas terras indígenas Kayapó, em Cumaru do Norte (PA). 

Na ocasião, diversos garimpos clandestinos foram desativados, por meio da apreensão de materiais e destruição de maquinários utilizados na prática ilegal. Cerca de 220 integrantes dos órgãos públicos de segurança participaram dos trabalhos, que foram desenvolvidos com o apoio das Forças Armadas, da Força Nacional de Segurança Pública, da Defensoria Pública da União, Ibama, Funai, Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho, destacam a PF e a Marinha.

Foto: Polícia Federal/Divulgação.

A ação tem como base decisão judicial proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no bojo da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF nº 709/2020, tendo como foco a retirada de invasores da referida terra indígena, bem como a desativação de garimpos. Foram apreendidos materiais e destruídos maquinários utilizados na prática ilegal, além da repressão de outros crimes ambientais oriundos da extração ilícita de minérios.

Marinha do Brasil/Divulgação.

Ao longo dos trabalhos, diversos garimpos clandestinos de ouro foram paralisados, tendo sido inutilizadas 26 escavadeiras hidráulicas e 67 motores-bombas, além da apreensão de 59 mil litros de óleo diesel e 3 caminhões, sendo um bi trem. Até o momento, 4 pessoas foram presas em flagrante delito. Amostras de ouro foram coletadas e, após analisadas, passarão a constar em um banco de dados da Polícia Federal, que, a longo prazo, permitirá a identificação da origem de futuras apreensões do mineral.

A Operação Muiraquitã 2 se insere no contexto de atuações da Polícia Federal para proteção dos povos indígenas mais vulneráveis, a partir da identificação das terras indígenas submetidas a maior atuação de invasores, no Território Nacional.

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