Azul
Foto: Gisele Orquídea/Aeroflap

A Azul divulgou hoje (11/11) os seus resultados do terceiro trimestre de 2021 (“3T21”), onde apresentou um considerável aumento de receita, na comparação com o trimestre anterior.

Durante o terceiro trimestre, a Azul continuou liderando o setor em recuperação de receita. A receita operacional totalizou R$ 2,7 bilhões, comparada a R$ 1,7 bilhão no 2T21, um crescimento de 59,6% no trimestre. Comparado a 2019, a receita operacional teve uma
recuperação de 89,7%, em linha com a recuperação da capacidade.

No 3T21, o RASK recuperou para os níveis de 2019 pela primeira vez desde o início da pandemia, atingindo 31,4 centavos. RASK e PRASK aumentaram 12,5% e 19,4% respectivamente no trimestre, impulsionados pela forte recuperação da demanda doméstica contribuindo para o aumento nas tarifas.

O CASK no 3T21 atingiu 29,8 centavos, 13,5% inferior ao trimestre anterior. CASK ex-combustível reduziu 19,6% no trimestre, demonstrando a alavancagem operacional disponível para a companhia.

Também pela primeira vez desde o início da pandemia, a Azul apurou lucro operacional, alcançando R$ 136,3 milhões no trimestre e representando uma margem de 5,0%. O EBITDA do trimestre também registrou recorde desde o início da pandemia, totalizando R$485,6 milhões e representando uma margem de 17,9%.

A entrada de caixa operacional da Azul superou a saída de caixa operacional em R$1,1 bilhão. A posição de liquidez imediata atingiu R$5,3 bilhões, representando 65,8% da receita dos últimos doze meses, essencialmente estável em relação ao 2T21 mesmo após pagamentos de mais de R$1,5 bilhão em aluguéis, empréstimos, diferimentos e despesas de capital.

A liquidez total, incluindo aplicações financeiras e recebíveis, reservas de manutenção e depósitos, atingiu R$8,3 bilhões, também estável em relação ao trimestre anterior.

Azul Cargo

A Azul Cargo apurou mais um recorde de receita, com um crescimento de 135% em comparação com o 3T19, impulsionada pela forte demanda por nossas soluções de logística e nossa malha exclusiva.

O TudoAzul encerrou o trimestre com mais de 13,4 milhões de membros e registrou aumento de 31% no faturamento ex-Azul em comparação ao 3T19.

 

Frota

Em 30 de setembro de 2021, a Azul possuía uma frota operacional de 160 aeronaves de passageiros e uma frota contratual de 179 aeronaves de passageiros, com idade média de 6,8 anos (excluindo Azul Conecta).

No final do 3T21 as 19 aeronaves não incluídas em nossa frota operacional consistiam em 9 aeronaves subarrendadas para a TAP, 3 para a Breeze, 1 para Minas Gerais, 2 Cessna em processo de incorporação na frota e 4 aeronaves em processo de saída da frota.

Você pode conferir as mudanças na frota da Azul na imagem abaixo:

 

Segue abaixo a composição das principais despesas operacionais comparadas ao 3T19:

  • Combustível de aviação aumentou 8,4% para R$879,2 milhões, principalmente devido ao aumento de 28,6% nos preços do combustível de aviação, parcialmente compensado pela redução da capacidade em 10,8% e uma redução de 5,5% na queima de combustível por ASK como resultado da frota de nova geração mais eficiente.
  • Salários e benefícios reduziram 7,9% para R$445,5 milhões, principalmente devido à redução da capacidade e iniciativas de redução de custos implementadas para aumentar a produtividade e reestruturar a Azul como uma companhia aérea mais eficiente pós-crise.
  • Depreciação e amortização reduziram 9,2% ou R$35,2 milhões, devido à redução do ativo de direito de uso como resultado das modificações nos contratos de leasing ocorridas no 3T20, parcialmente compensadas pelo aumento do tamanho da frota em relação ao 3T19.
  • Tarifas aeroportuárias reduziram 2,4% ou R$4,7 milhões, especialmente devido à menor capacidade.
  • Serviços de passageiros e de tráfego reduziu 18,8% ou R$24,2 milhões, principalmente devido à redução de 13,0% no número de passageiros transportados no 3T21 em relação ao 3T19.
  • Comerciais e marketing reduziram 28,1% ou R$33,9 milhões, principalmente devido à redução no pagamento de comissões de venda e menos campanhas de marketing, parcialmente compensados por um aumento nos embarques de cargas expressas, que possuem taxas de comissão maiores.
  • Materiais de manutenção e reparo aumentaram R$ 61,6 milhões devido à desvalorização do real em 31,6% e maior quantidade de eventos de manutenção no trimestre, parcialmente compensado por manutenções realizadas no hangar da companhia.
  • Outras despesas operacionais aumentaram R$108,6 milhões principalmente devido à
    desvalorização do real em relação ao dólar e aumento das despesas relacionadas ao crescimento do negócio de cargas.

 

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