O Ministério da Infraestrutura publicou, nesta sexta-feira (25/01), no Diário Oficial da União, o Edital de Chamamento Público de Estudos para o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP).

A chamada pública é voltada para empresas e consórcios interessados em elaborar os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para a nova concessão do terminal campinense. O prazo para manifestarem interesse é de 30 dias.

Para o secretário nacional de Aviação Civil do ministério da Infraestrutura, Ronei Glanzmann, nova licitação é uma alternativa, mas o governo é favorável a que haja uma solução de mercado para o Aeroporto de Viracopos. Porém, é importante ressaltar que as regras do contrato atual não serão alteradas, ou seja, a concessionária terá que realizar os investimentos programados, como a construção da segunda e terceira pistas de pouso e decolagem do aeroporto.

“Somos entusiastas para que haja uma solução para Viracopos dentro do próprio mercado, mas vamos exigir o cumprimento do contrato vigente. A ideia de uma nova concessão é o plano B”, pontuou Glanzmann.

Esta é a primeira fase do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para o desenvolvimento de estudos técnicos preparatórios que irão subsidiar a eventual modelagem de uma nova concessão do aeroporto, caso o consórcio não encontre soluções para os problemas financeiros da concessão.

Segundo o secretário, a chamada pública do PMI será realizada para que as empresas apresentem a documentação necessária para serem habilitadas. “A autorização de início dos estudos só será dada em uma etapa posterior, após a conclusão do processo de recuperação judicial ou do processo administrativo aberto pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por não cumprimento contratual”, disse.

Para Glanzmann, a realização de uma nova concessão para o Aeroporto de Viracopos somente será realizada diante da eventual extinção da concessão atualmente em vigor. Caso uma nova licitação do terminal seja necessária, os trâmites para realização do leilão durariam ainda cerca de um ano. Assim, o leilão poderia acontecer no início de 2020. Nesse cenário, a empresa que apresentar o melhor EVTEA poderá ser ressarcida pelo futuro concessionário em até R$ 13,8 milhões.

 

Via – Ministério da Infraestrutura