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Ministério Público da França reabre caso do acidente com Boeing que matou 148 pessoas em 2004

Boeing 737-300 foi danificado no mar minutos após sua decolagem, em 3 de janeiro de 2004. AFP/Amero Maraghi
Boeing 737-300 foi danificado no mar minutos após sua decolagem, em 3 de janeiro de 2004. AFP/Amero Maraghi

O Ministério Público de Paris solicitou, nesta quarta-feira, um julgamento para o ex-chefe da companhia aérea egípcia Flash Airlines, 20 anos após o acidente de um Boeing que matou 148 pessoas em 2004. O avião caiu no Mar Vermelho três minutos depois de ter decolado. Entre as vítimas, estavam 135 passageiros franceses.

20 anos depois do acidente

Agora, vinte anos depois, um julgamento se aproxima para o ex-chefe da empresa egípcia Flash Airlines. O Ministério Público de Paris exigiu um processo contra Mohamed Nour, anteriormente chefe da empresa.

O inquérito judicial foi arquivado pela primeira vez em 2017. Entretanto, as famílias das vítimas recorreram ao Tribunal de Paris que, em 2019, ordenou que fosse retomada a investigação por considerar “insuficientes” as explicações do antigo presidente do Conselho de Administração da Flash Airlines durante o inquérito.

Por muito tempo o chefe da empresa egípcia ignorou as intimações da justiça francesa. Sendo que, em 2021, tinha sido colocado sob o estatuto para testemunhas da França e três meses mais tarde, foi indiciado por homicides involontaires.

Responsabilização de Mohamed Nour

Ocorre que, para o Ministério Público francês, as principais infrações penais são “evidentemente e, antes de mais, imputáveis” à Flash Airlines, acusada de falta de formação dos pilotos e de más condições de trabalho. Porém, nem a Flash Airlines, que foi dissolvida, nem os pilotos, que morreram no acidente, podem ser responsabilizados atualmente.

Finalmente, nas alegações decididas no dia 22 de dezembro do ano passado, o Ministério Público francês salientou que as “numerosas falhas, cálculos aproximados e análises sumárias” dos dois pilotos que morreram no acidente constituíram  a causa direta do grave acidente. 

Sendo assim, o Ministério Público considera que Mohamed Nour, na qualidade de representante legal da companhia, pode ser julgado por não ter assegurado que a tripulação estivesse suficientemente preparada. 

A decisão final sobre o julgamento cabe aos dois juízes da instrução do caso. O advogado de Mohamed Nour não respondeu às solicitações da AFP nesta quarta-feira, segundo o Le Parisien

 

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