O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, disse que sua gestão está empenhada em resolver em até 90 dias os problemas de uso do satélite geoestacionário SGDC, de propriedade do Brasil e no espaço desde o primeiro semestre de 2017.

O satélite que surgiu de um projeto do governo em 2012, deveria atender à requisitos de comunicação militar e ao mesmo tempo levar internet para locais de difícil acesso. O satélite desde o início foi concebido para utilizar uma frequência de comunicação de modo militar, e outra para o uso civil.

Apesar de ter sido lançado em 2017 pela Arianespace, em um projeto da Thalles, o satélite em órbita foi utilizado somente para fins militares, após a Força Aérea Brasileira inaugurar várias bases de comunicação com o satélite aqui no Brasil. Cerca de 30% da capacidade de processamento e comunicação do SGDC é utilizada para fins militares.

Com isso, há quase 2 anos a outra parte de comunicação do satélite não está sendo utilizada, após entraves entre a Telebras (empresa pública reativada somente para esta finalidade) e a empresa Via Direta. O governo também demorou para estabelecer uma proposta de uso comercial do satélite, que não retirasse a finalidade de atender regiões isoladas sem custo adicional.

O foco do novo ministro é permitir a operação civil do SGDC até abril deste ano, após resolver os impasses com órgãos públicos e contratuais da Telebras com a Viasat, empresa contratada para instalar uma infraestrutura de comunicação com o satélite.