A diretoria da Mitsubishi aprovou recentemente o design final do MRJ 70, uma versão reduzida do atual MRJ 90 (foto acima), com capacidade na faixa de 75 assentos.

O desenvolvimento do jato será iniciado ainda em 2018, com base no atual MRJ 90 que deverá ser certificado até o final de 2020, isso se nenhum atraso ocorrer. A estimativa da Mitsubishi é colocar o novo jato regional em serviço comercial até 2021, mesmo ano que a Embraer espera lançar o E175-E2 em voos comerciais.

Para cumprir esse prazo apertado, a Mitsubishi vai contar com a certificação derivada do MRJ 90, visto que o avião menor é uma variante com muitas partes em comum, facilitando a entrada em serviço da aeronave.

O MRJ 70 continuará com o seu conceito de 76 assentos em uma configuração de duas classes, na mesma faixa do atual E175. O menor peso da aeronave também encaixa a aeronave na lei de incentivo da aviação regional dos EUA, um dos maiores mercados do mundo e que hoje é dominado pela Embraer (majoritariamente) e pela Bombardier.

Os testes também serão realizados na costa oeste dos Estados Unidos, com apoio das unidades de fabricação e engenharia da marca naquele local. O MRJ 90 está fazendo seu programa de testes por lá, depois de sofrer atrasos devido ao congestionado tráfego aéreo da Ásia.

Ainda de acordo com a Mitsubishi, há uma clara pressão para colocar o MRJ 70 no mercado de voos comerciais em 2021, devido ao iminente sucesso do E175-E2 caso o desenvolvimento da aeronave atrase. Vale ressaltar que a capacidade de produção da Embraer é bem maior, em comparação com a Mitsubishi.

O posicionamento da Mitsubishi é tão agressivo, que a fabricante permitiu que os clientes dos EUA convertam as suas encomendas do MRJ 90 para o MRJ 70, isso a qualquer momento.

O MRJ 70 tem 33,4 metros de comprimento, cerca de 2,4 metro a menos que o MRJ 90. A envergadura é a mesma, de 29,2 metros. O motor das duas aeronaves é o mesmo, o PW1200G, que gera 15600 lbf de empuxo no MRJ 70, um pouco a menos em comparação com o MRJ 90.

 

Via – Aviation Week