Neeleman define Salt Lake City como sede para sua nova companhia aérea

Foto - TAP/Divulgação

Salt Lake City (EUA) será a sede corporativa da Breeze Aviation, o nome da mais recente companhia aérea de David Neeleman.

De acordo com o Gabinete de Desenvolvimento Econômico (GOED) do governador de Utah, Salt Lake será a sede corporativa da Breeze Aviation com planos de criar 369 empregos na cidade nos próximos cinco anos.

“A operação da sede da Breeze Aviation será uma adição bem-vinda à crescente indústria aeroespacial de Utah. Estamos entusiasmados por fazer parceria com uma equipe experiente com um histórico tão notável”, disse Val Hale, diretor executivo do GOED.

Uma fonte declarou para a CNN Traveler que a Breeze é o nome da holding da nova companhia aérea, que Neeleman lista como Moxy Airways. A fonte da CNN Traveler também observou que não está claro se o nome Breeze continuará, e o GOED também diz que a Breeze planeja “revelar uma transportadora de baixo custo ainda não identificada no próximo ano”.

Ainda não há uma confirmação se Salt Lake City será hub da companhia aérea, porém o local pode abrir as instalações da sede da companhia, assim como no Brasil a Azul utiliza Campinas como Hub principal, e mantém sua sede em Barueri, uma cidade localizada nas proximidades.

A seleção de Salt Lake City como a nova sede faz sentido por outras razões. Neeleman foi criado em Utah e sua família tem raízes lá. Além disso, o site Skift também relata que os sucessores de Neeleman na JetBlue se queixaram do alto custo de uma sede em Nova York. Salt Lake não teria o mesmo problema.

No entanto, foi apontado que há menos executivos com experiência em operações aéreas em Salt Lake. Portanto, espera-se que a Breeze Aviation mantenha uma base da Costa Leste para sua equipe operacional.


 

A nova companhia de Neeleman

A Moxy Airways, nome planejado para a nova companhia, deverá contratar seus primeiros funcionários em 2020, e iniciar as operações em 2021.

A companhia já encomendou seus primeiros aviões, do modelo A220, mas também declara que pode utilizar os aviões de David Neeleman, que estão na frota da Azul Linhas Aéreas, para iniciar as operações o quanto antes. Esses aviões já foram, ou serão, aposentados pela Azul.

Rotas

O foco da Moxy Airways será em rota com demanda mas pouca oferta, notavelmente as que ligam cidades do interior aos grandes centros, portanto, podemos esperar vários voos longos e curtos, para adaptar a malha a esse estilo de operação.

Por enquanto Neeleman não quer revelar mais sobre as rotas atendidas pela companhia em um futuro próximo, talvez esse seja um plano para evitar concorrência.

“O mantra será tentar levar as pessoas até duas vezes mais rápido, com tarifas de 30% a 50% mais baixas do que as que estão pagando hoje”, disse Neeleman. “Eu ficaria surpreso se tivermos uma única rota na Moxy que tenha um único concorrente em voos diretos.”

 

O Airbus A220

O A220-300 é uma aeronave de categoria regional, em um projeto realizado pela Bombardier para concorrer com a Embraer. O avião oferece um alcance de até 5020 km, sem contabilizar as reservas de combustível, e um interior que suporta até 160 assentos em Classe Econômica.

A Airbus produzirá o A220-300 em uma nova instalação de montagem nos EUA em Mobile, Alabama.

Em uma entrevista em setembro de 2018, David Neelemann deixou a entender que quer mesclar parte da experiência com a JetBlue e a Azul.

Nas duas companhias ele começou com aviões novos, o que possibilitou uma maior economia de combustível, mas aumentou os custos com leasing. Na JetBlue ele optou por rotas mais centrais, com foco em Nova York, na Azul a intenção era operar em aeroportos regionais para ganhar um mercado que até então deixava de registrar uma concorrente por aqui.

Para ele o grande incentivador será o baixo consumo do A220-300, que é equipado com motores super-econômicos e capacidade para até 160 passageiros, algo comparável ao 737 MAX 7, mas com menor consumo, em comparação com o avião da Boeing.

“Os custos de viagem da aeronave e os motores eficientes em termos de combustível fornecerão um amortecedor contra os preços voláteis dos combustíveis”, disse ele. 

Essa foi uma fórmula utilizada na JetBlue, enquanto as companhias aéreas americanas apostavam em aviões usados e com maior consumo algo que está sendo revertido atualmente, devido ao maior preço do combustível em todos os países.

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