O avião-asa é uma tecnologia que está sendo estudada desde a década de 70, porém, até hoje não é algo que conseguimos encontrar na aviação comercial, enquanto esse conceito ganhou espaço na aviação militar, principalmente nos últimos anos.

Mas em seu centenário a KLM apresentou o seu conceito que podemos resumir como “muito louco” do ponto de vista de engenharia, visto que o arranjo de assentos em uma aeronave desse tipo é o grande desafio, além da construção da própria fuselagem pressurizada.

Nesse conceito “Flying-V”, apresentado pela KLM, podemos ver um arranjo com dois motores na parte traseira, ligados à fuselagem através de duas enormes naceles.

O arranjo de assentos é dividido no interior, na pare da Classe Econômica, e a carga que geralmente vai embaixo dos passageiros é realocada para ficar atrás dos passageiros. Em comparação com um A350-900, a capacidade de passageiros é a mesma, bem como de carga e combustível.

A favor do avião-asa, os engenheiros aponta que o conceito pode resultar em um menor arrasto da fuselagem, pela menor área frota e também pelas formas mais aerodinâmicas. O menor arrasto diminui consideravelmente o consumo de combustível da aeronave, principalmente nessas condições.

Nas versões NG e MAX a Boeing conseguiu diminuir o arrasto da própria fuselagem e conjunto de asas do 737, reduzindo o consumo de combustível. É um exemplo reduzido, baseado em um avião projetado há mais de 50 anos, mas que continua valendo para tudo que “corta o ar”.

Pelo espaço aproveitado em uma melhor maneira, também há uma estimativa de redução de peso da aeronave, que também resulta em menor consumo de combustível, e menor potência máxima dos motores (consequentemente menor tamanho e menor arrasto).

O consumo de combustível chega a ser até 20% menor, em comparação com um Airbus A350, o mesmo da imagem acima.

Em contrapartida da maior economia de combustível, o conceito de aeronave em V totalmente pressurizada, e com passageiros no interior, demanda altos reforços estruturais da própria fuselagem. Atualmente a própria Boeing não tem uma solução fácil para construir um modelo oval de fuselagem, para o projeto NMA.

Controles Fly-By-Wire já estão presentes nas aeronaves atuais.

Além disso, o avião também precisa de um avançado controle Fly-By-Wire, visto que a falta de algumas superfícies de comando podem deixar o avião mais instável. O projeto do Bombardeiro B-2 envolve um avançado sistema de controle eletrônico, que evita excessos por parte dos pilotos, visto que a aeronave reage fora da intuição do ser humano.

Voltando à KLM, ela vai colaborar financeiramente com um projeto da Delft university of technology (TU delft) para um projeto de avião-asa. A missão da companhia é ser cada vez mais sustentável, e reduzir ao longo dos anos as emissões de CO2.

Por enquanto não há data para o congelamento do conceito, e nem a fabricação do primeiro protótipo. É uma tecnologia que será desenvolvida ao longo do tempo.

Veja mais no vídeo abaixo:

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