O Brasil juntamente com os EUA fecharam uma negociação que permite o uso comercial da base de Alcântara, no Maranhão. O tema é discutido desde o governo de Fernando Henrique Cardoso, mas não se avançou muito nos governos seguintes.

A nova negociação faz parte do novo Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST). O embaixador do Brasil nos EUA, Sérgio Amaral, disse em uma entrevista ao Estadão que houve mudanças no texto do novo acordo e que muitas medidas sérias foram tomadas.

O novo acordo autoriza os EUA a utilizarem a Base de Alcântara para lançamentos de foguetes e mísseis. Vale lembrar que a base atualmente tem 80% de tecnologia norte-americana.

O acordo não permite que o Brasil desenvolva foguetes com o dinheiro recebido, mas nada impede de continuar com os trabalhos da Agência Espacial Brasileira ou que alguma empresa de capital privado construa foguetes. Há várias limitações sobre a tecnologia norte-americana, que não deverá ser compartilhada com empresas ou órgãos do Brasil. 

“Essa negociação encerra quase 20 anos em que estamos tentando lançar da base de Alcântara mísseis de maior capacidade, de maior porte e que podem ser utilizados no uso comercial sobretudo de lançamento de satélite”, afirma Amaral.

A finalização dos acordos das duas nações, incluindo a assinatura devem ser pautas do encontro presidencial entre Jair Bolsonaro e Donald Trump na próxima semana, quando Bolsonaro for aos EUA. Por enquanto as negociações encerraram, e o acordo já está em regime de aprovação jurídica.