Airbus A350 SAF
Foto: Airbus/Divulgação

Em mais uma etapa dos seus testes envolvendo a diminuição da emissão de carbono em voos, a Airbus escolheu dois aviões para fazer uma missão diferente.

Basicamente um Airbus A350 de testes da empresa foi abastecido com 100% de “combustível sustentável”, ou seja, com querosene normal e combustível sustentável de ésteres e ácidos graxos (HEFA) da Neste. Esta aeronave sobrevoou o Mar Mediterrâneo acompanhada de um DLR Falcon voando à 100 metros da cauda do A350.

A aeronave DLR Falcon chaser estava equipada com várias sondas para medir as emissões em nível de cruzeiro até uma distância de 100 a 250 metros do A350, assim os pesquisadores conseguem aferir as emissões de CO2, bem como as partículas emitidas pelo novo combustível mais sustentável.

Para o projeto ECLIF3, o Dassault Falcon 20E-5 modificado do DLR desempenha o papel principal como a aeronave de pesquisa. O Falcon pode transportar um total de 1100 kg de instrumentos científicos dentro e fora da cabine, bem como sob as asas. É robusto e versátil, capaz de voar próximo a tempestades ou apenas 30 metros atrás de poderosos jatos como o A350

Airbus SAF
Foto: Airbus/Divulgação

Os resultados completos ainda serão analisados, e publicados até o final de 2022 ou 2023. Contudo, a Airbus divulgou algumas das conclusões tomadas até o momento sobre o uso dessa mescla entre QAV (Querosene) e SAF (Bioquerosene).

Os motores Rolls-Royce Trent XWB do Airbus A350 performaram bem utilizando o biocombustível, porém, este ainda precisa de mais estudos até chegar na parte da certificação.

A equipe de pesquisa descobriu que o SAF libera menos partículas em comparação com o querosene convencional em todas as condições de operação do motor testadas. A conclusão aponta para o potencial de redução do impacto climático e melhoria na qualidade do ar em torno dos aeroportos.

Além disso, o SAF tem densidade mais baixa, porém um maior conteúdo de energia por quilograma de combustível em comparação ao querosene convencional. Isso é uma vantagem para as aeronaves, possibilitando utilizar uma massa menor de combustível para cumprir o mesmo voo.

Veja como foi essa missão no vídeo abaixo:

 

DEIXE UMA RESPOSTA